Dou um passo em frente [[com o meu pé direito (sapato 39) e depois com o esquerdo (sapato 37 com 2 palmilhas para compensar) , sapatos esses que cheiram a morango, sim leste bem, (uma mistura de morango e odores naturais da planta do pé... o denominado chulé!) que estavam já em minha posse desde Fevereiro, embora ainda não tivesse reparado nesta pequena difernça entre ambos, até ontem à noite, quando alguém olhando para os meus pés, comentou: "Ou tens um pé maior que o outro, ou esses sapatos não são do mesmo tamanho.", feito o parênteses completamente desnecessário).. ]], sinto uma impressão na barriga, que embora não tão acentuada como as famosas "borboletas" no estômago, era de outro animal diferente, cujo tamanho embora pequeno, já se fazia sentir. Olho em frente para um mar de gente e um oceano de lugares vazios, e concentro-me mais nos lugares vazios do que nos ocupados e segura e anestesiada, "mais o segundo que o primeiro e também vice-versa", fugi para quiçá Marte ou Jupiter, e de lá declamei, sim eu declamei:
"De Cristina Peri Rossi, Navegação
Nas mansas correntes de tuas mãos
E nas tuas mãos que são tormenta,
Na nave divagante de teus olhos
que têm rumo seguro,
Na redondeza de teu ventre
como uma esfera perpetuamente inacabada,
Na morosidade de tuas palavras velozes
como feras fugitivas,
Na suavidade de tua pele
ardendo em cidades incendiadas,
No lugar único de teu braço
ancorei a nave.
Navegaríamos, se o tempo tivesse sido favorável."
Dou um passo atrás e penso "já passou...uff, posso-me ir embora?"..silêncio absoluto até que passados 20 segundos, que para mim pareceram mais que uma eternidade, um ser bateu palmas.
Afinal sempre houve alguém que gostou... será que foi do sapato?
sexta-feira, abril 28, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
A "terapia do amor" ou não...

A "terapia do amor", apesar do título, é um filme muito interessante, e cómico q.b. (aliás muito Q.B.) sobre uma mulher divorciada (Uma Thurman) que se envolve com o filho da sua psiquiatra (Meryl Streep). Há que dizer que gostei. Não tem ( e ainda bem) um final cor-de-rosa que seria, infelizmente, de esperar, num filme "lightzinho" assim. E é com psiquiatria que acabo de "desvirginar" este blog que teve tanto tempo vazio de conteúdo. É para me ir habituando...
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