sábado, fevereiro 28, 2009

Uniformes

De Pavia (que é como quem diz Praga, ou mesmo antes Auschwitz), de avião, que é como quem rectifica, oops.. afinal vamos de comboio, chegou a delegação tuga (Fonfon, Teixeireza e companhia limitada: mais duas simpáticas erásmicas em Itália).
Entre festas surpresa, de máscaras improvisadas até ao Vinyl, fomos passear para a Old Town, ingressando no Museum of the History of Warsaw... até que, e qual escolinha, às 15h30 toca a campainha e somos expulsos do museu, enquanto as luzes apagavam à medida que avançávamos as salas.
Passeios nocturnos no Palácio Sobre a Água, mas o melhor é não perder muito tempo na escuridão senão fiquemos presos no parque e não encontramos o bosque1 que faz cruzamento com o pinhal2, que é o indício de como voltar para casa.
E nada melhor que acabar com um concerto no Hard Rock Café, sangria na resi e noite no Opera!

domingo, fevereiro 22, 2009

Colónia

Da sind wir dabei, das ist prima,
Viva Colonia!
Wir lieben das Leben, die Liebe und die Lust,
Wir glauben an den lieben Gott
und haben noch immer Durst.

sábado, fevereiro 14, 2009

Parabéns: Sto Lat


O Pré-Cumple começou 2 dias antes com rebuçados e post-its diários dando sinais de uma contagem decrescente que ia notificando quantos dias faltavam. Na véspera limite, juntam-se duas amigas visitas vindas directamente de Portugal. :) E assim fomos entre Zywiecs experimentar o mais típico da Polónia: um Restaurante Checo (mas há um bom motivo para valer a pena travar conhecimento com este restaurante, é que aqui os pratos deixam de lado o típico contorno circular, e optam por ser antes pirâmides literais de comida). Entre indisposições e chás, a equipa transferiu-se para o Plano B.
E foi assim em Varsóvia, que quase homónimamente podia ter sido no Porto, onde aconteceu a 00h00: com cartazes, rosas, bolo de fósforos e muita cerveja . Uma vez a equipa animada, decidimos continuar lançar o pânico para o Zoo (bar aberto de vodka e a menina não paga porque faz anos). Escusado será dizer que toda a equipa apanhou um mega uniforme.


Estavam lançadas as coordenadas da Sexta-feira treze!
Fomos ao Warsaw Rising Musing, com interrupção para almoço no Bar Mleczny Familíjny (agora sim, o mais típico dos restaurantes polacos, com o mais típico dos menus: pierogis). Entretanto, o que tinha sido até aqui uma aprazível escassa queda de neve, transforma-se numa quase alavanche cortante para todos os olhos turísticos, e entre passeios na Nowy Swiat, fomo-nos resguardar no coração de Chopin na Holly Cross Church.
E assim se passou uma tarde de paragens térmicas repetidas, entre fotos e largas conversas, um chocolate quente e um Brownie com velas no Hard Rock, rematando com o jantar no Clube de Jazz da Old Town.

E eis que me perguntam: “Agora onde é para ir sair?”, ao que eu replico: “Opera ou Club Kaviernica.” E me entretêm, opinando: “Hà aqui ao lado um sítio de cervejas a 5zloties.”, até que declaram: “Enfim, já decidiste muito hoje. Agora quem manda somos nós”. E dito isto, em qual tom ditatorial, colocam-me uma venda nos olhos, que ainda conseguia apertar mais o tapa-orelhas e o gorro.
Os meus 5 sentidos tinham sido profundamente restringidos! A Visão: nem vê-la; a audição: só me permitia ouvir passos distantes e buzinas já quase sobre mim; o tacto: sobretudo o pernil, permitia-me caminhar sobre largos centímetros de neve, tentando decifrar através do tipo de pedra calcada o sítio onde estava, aliado-se a um tacto manual, ou antes bracil, agarrando-me a 2 pessoas como qual indivíduo recentemente aleijado; o olfacto: estava igualmente diminuído porque a venda também me tapava o nariz, e por fim, o paladar: encontrava-se mais ou menos igual, sabia-me a pato do jantar, mas não ia ser ele seguramente que me ia ajudar a decifrar o caminho.
Ele houve tudo neste Blind Warsaw Tour by night. Deslizar na neve e quase cair, descer escadas íngremes, atravessar passadeiras com carros a apitar, subir a trams, agarrar-me a pessoas desconhecidas, apanhar autocarros, andar ao colo qual saco de batatas a correr, e tenho quase a certeza, também houve o andar às voltinhas para fazer tempo, isto enquanto guerras de neve iam surgindo mesmo sobre a minha cabeça. Finalmente, depois de descer mil escadas, ainda em modo saca de batatas, chego a um sítio fechado, (ainda pensei que poderia estar num castelo medieval, mas a segurança de saber que eles há noite aqui estão encerrados, permitiu-me descartar essa possibilidade)
Até que pousam o saco de batatas ao chão, vulgo “Eu” e, depois do silêncio, começo a ouvir música... Tiro a venda.. Abro os olhos (rezando a todos os santinhos para que não me tivesse caído uma lente de contacto, de tão apertadinha que estava a venda), e lá pisco os olhos e vejo... TODA A GENTE! Os meninos todos da Riviera, os meninos polacos. Mas ainda não tinha percebido! Onde é que eu estou? Salão de Festas da Karolkowa oshemdishemesteri! Oh! Obrigada!!!
Claro está, que a Sangria existente e o fim da noite no Underground me impedem de contar o resto. Mas há balões azuis e cartazes gigantes que são provas vivas de que ela existiu.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Até... Wroclaw... até!

Peddy Paper



Partimos com o intuito de decifrar pistas.
Animais exóticos que gostam de se lavar na margem do Park Moczydlo; estações de metro com o nome do melhor amigo do Tom Hanks num dos filmes e outra completamente cor-de-rosa; o café fantasma da Ulica fantasma e o café mais elevado; o círculo Humano à volta da maior árvore; onde ir antes dos exames; fotografias com 10 desconhecidos e um conhecido: o Sigsmund I; a casa normal da Nowolipki.
Embora infiltrados por exímia banda sonora original de qualidade, os kangurus foram antes trocados por uma torta de chocolate.

Wroclaw
Da cidade, a Rynek, as escadas mais íngrimes para a Torre e uns caminhos ensopados nuns canais que, como muito, poderiam fazer lembrar a zona industrial de uma Veneza empapada, ao som de músicas pré-históricas.
Mas não foi por isso que aqui vim. Nem pelo Metropolis Club, nem pelo Club 54.


Into the wild: Muda-se de base e parte-se em busca de uma experiência genuína que transcenda o quotidiano. Abandona-se a próspera casa e parte-se à estrada. Deambula-se para se sentir mais livre, mas nunca se fixa muito tempo no mesmo local, quiçá, com o seu objectivo.
Há coisas que só vividas. E que nem sequer poderiam ser explicadas. O poder de afectar as pessoas de tal forma, ao ponto de não querer mais voltar.
E é este Código de Conduta que só entende quem o vive. São estas vivências que nos redescobrem, que nos confundem e que nos vão transformando.
Estranha despedida onde tudo acontece demasiado rápido.
Uma boa parte que vai, que se foi
Começam-se novas etapas. Fechar um capítulo é sempre abrir um outro.
Por este, muito obrigada.

domingo, fevereiro 01, 2009

Saga Casaco

Sendo que a Polónia é um país frio e 31 de Janeiro ainda se inclui na estação do Inverno, em ambiente animado entre armários e amigos foi traçado o destino: Club Obiekt.
Embora experiências anteriores aí, me tivessem revelado que "sal faz dores de cabeça", longe estava de adivinhar que pagar no bengaleiro para te guardarem um casaco, não é necessariamante sinónimo que no final da noite o possas reaver.
Para o comum ocidental seria normal considerar que, uma vez finda a música, diriges-te descansadamente para a saída, pegando no teu casaco (que lá fora faz frio) e arranjando algum meio de transporte que te permita chegar a casa, para enfim, dormir.
Acontece que para o comum polaco ou indivíduo estrangeiro que esteja a pisar território de Leste, nem tudo é tão simples. Pode acontecer que quando chegas ao bengaleiro não há mais casacos - nenhum casaco! O 17 do teu amigo transforma-se num casaco sobre uma cadeira e o 2 que é o teu, nem vê-lo.
E então gerou-se o conflito Leste-oeste! Noções de vítima de furto aqui ainda são desconhecidas e todo e qualquer tipo de conhecimento de inglês esvanece-se uma vez ouvida a palavra complaint. Um discurso de defesa que apregoe as noções de direitos constitui para eles uma ameaça, sendo a sua melhor forma de resposta o ataque ao interlocutor estrangeiro com pérolas verbais como: “Your voice is hurting my ears”. A noção de furto como subtração de coisa móvel não é tão pouco conhecida. (Será que foi por considerarem que o casaco é um objecto um bocadinho imóvel?)
O staff do bar ia trocando impressões polacas, enquanto eu aguardava uma explicação do que tinha acontecido ao meu casaco e ao seu conteúdo, até finalmente admitirem o que há muito já era evidente: que não estava ali.
Entre chamar a Polícia ao local, ir no carro da polícia mais leste, até à Polícia Principal de Varsóvia mais agreste, em que nenhum dos bigodes ouviu sequer falar da existência duma língua que se chama Inglês, tudo um pouco aconteceu.
Mas não fica por aqui. Ainda tive a magnífica oferta de um desconhecido polaco que acumulava as tarefas de tentar fazer de tradutor, discutir com o polícia, dar todos os sinais de uma presente bebedeira, acompanhados por movimentos circulares na minha carteira do telefone, enquanto a punha debaixo da orelha e me dizia que através dela, eu podia telefonar para a embaixada e explicando que se eles não atendessem era porque estavam a dar uma festa!
A madrugada ganhava contornos intermináveis e apesar de todos os auxílios na procura da embaixada e de um tradutor oficial polaco, é sem dúvida um desafio apresentar neste país uma queixa.
Um Mega Jincuie Varsó à Leonor, Ana, João, Lucho e todos os que de alguma forma contribuíram para que apresentar uma queixa na Polícia em Varsóvia fosse um bocadinho menos impossível. (E isso inclui o Gui que foi à rua carregar em Coimbra o telemovel do João às 5h da manhã)
Conclusões: Isto da União Europeia e de direitos ainda é tudo um bocado novidade para estes lados e afinal não é grande medida preventiva a existência de um Durão Barroso na zona nocturna!