domingo, fevereiro 01, 2015

Zagreb

Psychiatric clinic Vrapce Museum.
Psychotherapy.


quinta-feira, janeiro 29, 2015

Petit Paris

Cité Universitaire.

 Odéon, notre théatre.

terça-feira, dezembro 23, 2014

Pequena infância

um grande Natal!
 

sábado, novembro 29, 2014

sábado, novembro 15, 2014

sexta-feira, novembro 14, 2014

Turquia









sábado, novembro 08, 2014

Imagem +


quarta-feira, outubro 22, 2014

sábado, outubro 11, 2014

Debate

We won!

sábado, outubro 04, 2014

Leiria


Imagem Positiva da Psiquiatria

terça-feira, setembro 30, 2014

Plano mínimo

e sem despedidas.

sexta-feira, setembro 19, 2014

Mundial

We are not limitted by our limitations

segunda-feira, setembro 08, 2014

Roménia








sábado, agosto 02, 2014

Amadora



segunda-feira, junho 30, 2014

quarta-feira, junho 25, 2014

Handover


sábado, junho 07, 2014

Ty Segall



@Primavera

St. Vincent



@Primavera

!!! (Chk Chk Chk)



@Primavera

The National



@Primavera

John Grant



@Primavera

You Can't Win, Charlie Brown



@Primavera

Mogwai



@Primavera

Trentemoller



@Primavera

Pixies



@Primavera

Slowdive



@Primavera

Warpaint



@Primavera

quinta-feira, junho 05, 2014

Caetano Veloso



@Primavera

Spoon



@Primavera

Rodrigo Amarante



@Primavera

sexta-feira, maio 30, 2014

Prisional

Aqui ninguém gosta de peixe
E alguns ainda têm mãos de cola.

Dos chocolates que entram aproveita-se a prata
Mas a Hepatite C não entra na cozinha.
Copofonia e vai se bebendo álcool
E ser caranguejo é ter HIV.

Mas o telemóvel fica a carregar no descanso
Além do vegetariano e da paranóia moderna.
O psicótico matou a mãe.
O marido bateu na mulher.
O condutor sem carta, bebeu.
Mas tem medida para tomar medicação e
ora b(vi)olas, ora
Prisão por dias livres.

sábado, maio 24, 2014

The Tom Hingley Band



@Oxford

One Wing Left



@Oxford

Charlie Leavy



@Oxford

domingo, maio 04, 2014

3 ilhas

Cachorro
Pico
 Faial
 Furnas

quarta-feira, abril 30, 2014

Fim de tempo

Dos senhores e das senhoras,
Dos beijinhos,
Das esperas,
E dos relógios.

domingo, abril 27, 2014

Madrid

"We don't receive wisdom: we must discover it for ourselves after a journey that no one can take for us or spare us" Marcel Proust

@ Ministerio de Sanidad

quinta-feira, abril 03, 2014

80´s


quarta-feira, abril 02, 2014

Países baixos e frios

“Tell me and I forget, teach me and I may remember, involve me and I learn”
Benjamin Franklin

"A Single Death is a Tragedy; a Million Deaths is a Statistic"
Joseph Satlin

Ethos (character); Logos (reasoning); Pathos (emotions)
Retórica de Aristótele

sexta-feira, março 14, 2014

De volta ao(s) mais velho(s)

"É preciso coragem para ser diferente e muita competência para fazer a diferença"

quinta-feira, março 06, 2014

Last will - first day

Learn everyday
Today's state of knowledge is just transitional
Do not believe overmuch in authorities or teachers
Everything which looks simple is probably wrong and much more complex
Dare to go against the flow and have new ideas (think outside the box)
Always be aware that life is a historical process
Enjoy life and work


quarta-feira, fevereiro 26, 2014

N(O) limite

Tudo termina (pelo joelho): do cassequel, à arrumação, às ofertas!

(check-lists compridos: prendas trazidas - livros e prendas compradas - quadros).

A reflexão ficará certamente para depois.


sábado, fevereiro 22, 2014

Conselhos

"Tem que se dar pão e pau"

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Caxito

A propósito da visita, da gasolina e das viagens sem lanchinho, retiro como ensinamento que:

"O problema não é da caixa de chocolates - é dos chocolates."

E fico sem visor doravante.

domingo, fevereiro 09, 2014

Me no Namib(e)(ia)

- Mussúlo
Espera de 2 horas: mas tostas mistas e pregos não "vão vir" porque "já não há pão"

- Missa
Da Sagrada Família
Encontro a Menina do coro da farmácia
E os Mosquitos encontram-me a mim e depois ao repelente.

- Namibe
Está a Deodeth, a Binaíze.
E apenas mais o caranguejo, pelo
Clube Náutico, Praia Amélia e Solar do paraíso.
Aqui não há energia mas há deserto, onde
a Welwitschia mirabilis não é assim tão carnívora e
a Omatapalo constrói.
Nas curvas da Serra da Leba reza-se
até se chegar ao aeroporto do Lubango
onde caso falte a carta, há multa.

- Namíbia
Chego a Windoek onde encontro o Miguel e o
Artesanato. Para ter dólares namibianos, sofro de clonagem do cartão,
Com o apoio do Dr Pascoal, Marlene e Sofia
E a passagem na Polícia onde no diálogo da queixa me cai uma barata na cabeça.
No Joe´s Beer House come-se crocodilo, zebra e oryx
Qual convívio entre a Embaixada de Angola em Portugal antes
da diversão no Warehouse.
Finda-se com um safari, no qual se descansa
E apenas se vê o crocodilo (come, come, baza) e a girafa.

- Pesca de competição.
Enjoa-se, dorme-se e pesca-se dourada
Terminando no fim: 3-0

[De pausa na quadra feriado]

sábado, fevereiro 01, 2014

História

"O sol nasce só para os acordados"
"Vamos engolindo sapos, mas depois ficamos com uma lagoa"

sexta-feira, janeiro 31, 2014

Marginal

Para recordar:
- "Não fala, mas entende"

Explico:
-"Temos boca para falar na televisão"

Em semana de voltar para trás,
Dar consultas como médica,
tratar,
malária,
também.

mais um centro,
agora também com a independência de candungueiro,
que termina pelo 4 de Fevereiro.

Só gasosa

Mas também há..
Amarula (licor da África do Sul) preparado com creme de leite e suco do fruto (maruleira): 17% de álcool
Kissangua:  feita com fuba (farinha de milho) ou abacaxi (casca de) ou massango/massambala que fica a fermentar durante 3 dias para aumentar o teor alcoólico, sendo acrescentado suco de raiz de bundi ou exposta ao sol.
Kimbombo (cachaça): maior tempo de fermentação - mais alcoólico
Marufo (vinho de palma)
Bibidi: aguardente de M'Banza Congo "Cachaça de Caju"
Cachipembe
Capurroto (aguardente do farelo de milho)

domingo, janeiro 26, 2014

Médicos

das Províncias voltaram: Cuanza Sul, Huíge, Namibe e Zaire.
aquando a introdução das Actas,
a falta de água e a necessidade da electrobomba.

Para recordar:
"As pessoas não reconhecem as casas. A cidade muda muito. Há obras e tudo fica diferente"
"O remédio para os ratos primeiro engorda-os e só depois os mata"

Explico:
"desorganização e incumprimento terapêutico"

Assinalada por:
- visita
- congresso
- comunicação oral
- programa social no Cine Tropical

sábado, janeiro 25, 2014

Valores

"Num mundo que almoça valores, janta valores, ceia valores, e os degrada cinicamente, sem qualquer estremecimento da consciência? Peçam-me tudo, menos que tape os olhos."
Miguel Torga

domingo, janeiro 19, 2014

São Paulo

Diferenças:
- mais corridas
- do outro lado da rua da passadeira
- do Lar Kuzola
- de candungueiro
- da Panela de Barro
- da despedida com o funje

Para recordar:
-"A promessa é dívida"
-" Espião não tem cara"
-"Acreditamos no somatório?"
-"Pelas características que apresenta está concebida"
-"É só sumo!"
-"Se eu tenho passaporte?"

Explico:
- A primária vai até ao 6º ano

Em semana de corridas, molas, sopas e frutos secos.
Com a Andreia e o Senhor Lourenço
Nesse bairro operário.

Que finda com a falta de kwanzas, a rainha Ginga e bailes em benfica

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Regresso

Aterrar no 4 de Fevereiro,
E passar,
E respirar,
E descansar.

Regressar para o outro lado da estrada
depois de ficar desalojada.
surge o imprevisto da ausência de água e de luz.

Mas pouco percebendo de mecânica,
a videoconferência,
não é suficiente para restabelecer o gerador.

Trago bolo rei e lembranças,
Do Hospital e de Portugal.
Mas parecendo forçada,
um afasta-se.

A dúvida mantém-se,
Ouvem-se os sinais do corredor e
O mosquito aproxima-se.

Mas nada que canecas e toalhas não resolvam.

- Há Soba. Obrigada.
- Há João. Obrigada.

E o projecto cursará
- com
- graças
- para
 mais ou menos tinta.

sábado, janeiro 04, 2014

Natal - É melhor não duvidar



"Miss Universo tipo Leila Lopes ...
Não sou de ferro, tenho sentimentos ...
Uma chance doida"

Num Natal quase sem água e sem luz (como já me é familiar)

sábado, dezembro 21, 2013

Continuamos em África

Na Etiópia também é África. É certo que é uma África diferente com contornos esguios e influência islâmica. Mas é África. Passarei a explicar o porquê.

Vinda de Luanda pela Ethiopian Airlines com 3 horas de atraso determinou que também o tempo destinado a disfrutar da Etiópia tivesse estreitado. Ainda assim, a vontade de abraçar o conhecido e o desconhecido prevalecia e a passagem pela Etiópia aparentava merecer ser devidamente assinalada com um possível encontro.

A surpresa dianteira, dado África ser um continente imenso com temperaturas distintas, é que às 20 horas da noite Adis Ababa com um vestido fininho sente-se gélido!
Ora uma vez chegada à capital, a natureza surge distinta como aprumada e a confusão raia restrita às indicações, numa limpeza mais circunscrita. Procuro a porta de embarque num pequeno ecrã onde sobrevinham vários voos, inclusive o predestinado Roma daqui a 1 hora e 20 minutos que ainda não anuncia a sua porta de embarque.
Impelia pois averiguar a possibilidade de saída para assinalar o encontro.

Na Etiópia está previsto em situações de passagem em trânsito no país por mais de 8 horas nomeadamente com fins turísticos (há ventres ou falta deles, que um ainda não viu) a prossecução de um visto acessível in locuo no aeroporto.
Não tendo eu 8 horas, e ficando o turismo para outra altura, mantinha porém a minha vontade de sair.
Expliquei a minha situação de em trânsito antes do embarque, a um primeiro segurança que gesticula um breve: “Wait there” enquanto apontava as portas de embarque aos sedentos em circulação de as apanhar. Reforço a minha questão e ausculto: “Not possible –  going to board”.
Não satisfeita com algo sentido como descuido e comentário escasso, decido perguntar a uma segurança, a quem repeti a minha explicação. Esta, quiçá entre hipoacusica ou talvez com dificuldades de decifrar o meu inglês num limitado etíope, repontou apenas: “Immigration”
Desço as escadas (e ali estava eu, voluntariamente, pelo meu próprio pé, a ir no sentido contrário da porta de embarque que me levaria de volta para essa Europa chamada “casa”).
O andar de baixo ancora um quiosque com 5 seguranças a quem pergunto “Immigration?”, obtendo o sinal além do outro lado da fila.
Entretanto examino a presente fila com contornos de S’s, atarefada de todos aqueles que, esses sim, cujas vidas estavam já planeadas para respirar o ar de Abis Abeba.
Passo por baixo das fitas e chego à imigração. Um balcão vazio e duas cadeiras. E ninguém. Surge uma segurança que diz: “Next door”. Mas a porta contígua era um contraplacado labiríntico com vários guichés da tropa toda do serviço. Estou eu a entrar por lá a dentro no meio do meu pensamento em curso de: “Será que posso?” e eis que surge um indivíduo que exclama “Hey. Go out!” E estava a adiantar-se ao meu pedido porque o que eu queria era exatcamente um visto para sair. Adiante.

À porta do guiché expliquei-lhe a minha situação e a minha intenção de ter o visto porque tinha um amigo na Etiópia do outro lado do aeroporto e quem queria cumprimentar. Eis que perscruto: “visa can be for tourism not for meetings”.
Inspirada nas correntes palavras sábias de “ouve mais e fala menos”, decidi nem falar e até nos pestanejos estava a poupar.
Ele espontaneamente continua: “Wait 2 minuts”.
E era para seguir as indicações à risca, pois em código africano 2 minutos pode ser sim e pode ser não – nunca se sabe – e sendo que podia ser – tal significa ser possível e estar ao alcance.
Estava nas mãos dele.
E ali estava eu sentada à espera dos 2 minutos enquanto os passageiros congéneres tratavam da sua burocracia do visto. Ele, entra no labirinto e uma vez lá de dentro de um guiché, pede-me o passaporte e vai para um outro guiché.
De repente ali estava eu, do lado de fora do labirinto, ainda dentro do aeroporto, sem o que me era importante.
Eis que o senhor regressa, permitindo-me avançar por um corredor paralelo à saída da emigração e retornar pelo mesmo sítio mas reforça ter menos de 1 hora, enquanto agita o meu passaporte sinalizando ao outro colega.
E volta para o seu guiché. Ora entre o inglês parco dele, o meu módico etíope e a situação surreal em si, mantive-me à porta do guiché. Pensei que ele iria retroceder quiçá com o meu passaporte e com o visto ou que definitivamente me proibisse: “Não pode sair”.
Mas ao invés, faz esta proposta, que é um chamado dar e receber num jogo paralelo que serve aos fins mas não aos procedimentos.
E ali estou eu à porta do guiché. À espera que ele me deixasse sair com o passaporte e o visto, descansadinha com tudo direitinho ou que me anunciasse um não. Insisto e pergunto: “My passport?” Ele volta a declarar o que eu conhecia mas não queria conceber. Pergunto-lhe: “What is your name? Abraham!” E estou a ouvir o nome dele enquanto lhe agradeço, reforço a confiança (a minha e a dele) e aponto de punho fechado para o meu coração.
Estava nas minhas mãos.
Saí. Passo pelo tal corredorzinho (embora esteja a utilizar a primeira pessoa – esta costuma estar associada a uma identidade, o que não era o caso, essa tinha ficado com o Abraão na fronteira e estava a acreditar que tanto o Lincoln como o bíblico me estariam a ajudar). Mas eis que surge uma máquina de raios para analisar as malas perante um tipo sentado na posição de controle. Expliquei a situação. E ouço um: “Quem é o Abraão?”, “Porque é que ele te iria ajudar?” - ora aí estavam 2 perguntas que eu também não sabia responder. Contei voltar para trás e colocá-los em contacto.
Volto a passar o tal corredorzinho (embora ainda não tivesse cheirado o ar da terra prometida), encontro o Abraão e explico: “I have to pass the machines and back”. Ao que contesta: “That’s the only choice”, questiono: “And how can I reenter?”, escutando repetidamente “That-se the only choice.”
Lembrei-me do comentário sábio prévio, associando um toquezinho pessoal meu de “ninguém vai contigo, nem fazer isso por ti”.
E saí. O homem já não estava no seu posto de controle e eu passei. Cá para fora.
Tinha de sair ao exterior - ali estava o colega e seu amigo para abraços e cumprimentos (gélidos e que não foram mais do que 5 minutos) – que logo deixava de ser possível entrar pela mesma passagem. Mas encontrámo-nos.

E eu regressei pela saída à imigração e ao Abraão, resgatei o meu self e embarquei para a Europa.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Preparativos

Aniversário mas não sou chinesa
Tenta-se mudar o voo mas não se consegue
Joga-se mas não se celebra

Rondas
Reunião
Aniversários (D e F)
Casa de praia
Mercado
Artesanato
Prendas
Primeiro de Maio
Presépio

Fazer as malas e embrulhar:
Agradecer, preparar e despedir.

Para recordar:
-"Temos muito gosto que o cliente viaje conosco"
- "comprar meio bilhete"
-"Isto é um miminho para cada um, que são meus colegas"
-"Se não levar a palanca e o pensador, tenho um problema de Estado"
-"Não se pode por dados que vêm do céu, tem de se contar"
-"Quero foco zero"
-"Tem água mas não tem copos"
-"Esta simpatia que existe está a evitar as fugas"

Explico:
-"There is a thin line between justice and fidelity"

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Para-resposta

Conversas:
P -O que gostas de fazer? cantar/dançar/pintar/xadrez?
R- Nada

P- Que dia é hoje?
R- Estou um pouco baralhado, não tenho aqui a minha agenda

Para recordar:
-"Vamos acabar com o pátio"
-"Pagar o lanche para desmobilizar-se"
- "A chuva é inevitável"

Explico:
-"A família que cada um não escolhe, mas de onde saiu"
-"Deambular na rua não é sinónimo de doença mental"
-"Os comentários e fofocas são forças de boa ou má intenção contra a verdade"

em semana de agradecimento, celebração, mudança, partilha e propostas
enquanto se planeia a próxima festa!

terça-feira, dezembro 10, 2013

Celebração

Merengue da Nanny

@HPL depois de maçãs, senos e cosenos
62 fotografias
com uma forte muxima
da pulseira vermelha pelo
Aniversário da Mãe Grande!

domingo, dezembro 08, 2013

Estamos em África

Mas em África também chove. E o que aprendi aqui é que chuva não é sinónimo de frio. É sinónimo de lama, de absentismo, de acidentes, de confusão e de atrasos. Mas frio não.
Ora no Domingo chovia. E em modo ocidental, com receio do fecho do check-in um par de horas antes do voo, duas colegas antecipando-se, apanharam um táxi. Eram duas, mas não sendo nós, nenhuma delas era eu. Acreditei que se todo um grupo espera, se acontecer algo será em grupo, mesmo que tal seja a perda de um avião. Pouco depois chegou o camugueiro (ou autocarro?) cujo intuito, destino e missão era conduzir-nos ao aeroporto. Apesar do receio dos atrasos (receio é uma palavra forte que premiou antes as duas desertadas do que os restantes estoicos que esperaram o transporte planeado), houve tempo para uma paragem para comprar fita-cola e morangos (?!) a pedido e pagamento de uma passageira.

Uma vez no aeroporto, dirijo-me para a fila com as minhas 3 saquitas (levei apenas uns trapos para a Huíla e regressei com pouco mais do que mais uns papeis) com a dúvida de despachar alguma delas, embora não estivesse carregada, mas com as mãos ocupadas: assim não teria de coartar-me (quais tentáculos absorvidos de um polvo).
Estou eu prestes a ser atendida na fila, quando me salta uma colega inquieta que esperasse por ela para despachar “20 kg de carne” (e não estou a falar nem do polvo que eu me sentia, nem da dela, mas) de boi!

Eu, que ia com as minhas três saquinhas apenas, e agora ia despachar carne, sim C-A-R-N-E, e de B-O-I. Deus! Sim, eu despacho não há problema! Mas a rapariga ao entrar no início da fila, foi logo atracada e alertada que carne de boi não é despachada assim do pé para a mão (nem mesmo em África!). Antes tinha de passar pelo veterinário, (que não ia ressuscitar a carne depois de morta, mas antes fazer o controle de qualidade) e não havendo problema então sim, despachava-se. Apesar de me parecer uma ideia excêntrica, pelo menos a mim que nunca transportei nem sequer um rissol nem um croquete (a não ser já no estômago), muita gente fina lembrou-se do mesmo (de vir buscar boi ao Lubango!) e a fila era imensa. Resulta que, perante o olhar do veterinário, observando por fora a caixa de carne (que era opaca e já estava selada com a fita-cola momentos antes comprada), cheirando a gasosa, claramente percebeu que a carne estava impecável e a rapariga regressou à fila (um pouco mais leve de kwanzas mas mais feliz) para proceder ao registo.

Entretanto já tinha passado uma boa meia hora (e já estávamos no tempo limite do registo antes do embarque). Já tinham passado por mim no check-in os passageiros rumo a Luanda em todas as outras companhias, a Cabo Verde e Moçambique, e eu ia deixando passar as pessoas, com as minhas 3 saquinhas, anunciando a espera de uma colega. Até que apareceu a colega e a carne, e pensando na insuficiência da justificação do meu bilhete e o dela para fundamentar o transporte de toda aquela carne, solicitou a um outro potencial passageiro cedência para colaboração (tinha 44 kg de carne de boi para serem distribuídos entre os três) – e eu lá continuei a segurar nas minhas 3 saquinhas (acreditando confiar mais nestas minhas mãozinhas, do que o que segue naquelas asinhas daqueles aviõezinhos).

Subimos as escadas para a porta de embarque. Ela, assim como muitos dos passageiros (provavelmente quase todos- consiste invulgar transportar apenas 3 peças e outras tantas 5 ou 6 folhas) tinham despachado as malas. Como tal, para muitos, no controle dos Raio-x pouco (ou nada) havia para passar - o que era bastante conveniente - porque a máquina danificou-se e não estava a funcionar.
Chega a minha vez para passar e a senhora (segurança?) profere: “A máquina avariou, vai ser um controle manual”. Está ela a terminar este anúncio e eu a prever: “Lá vou abrir isto tudo e ter de mostrar a roupa suja misturada com a roupa limpa que agora parecerá suja e misturada com os papeis”, rematando no pensamento: “Ora bolas”. E a senhora abre uma saquinha, e imagino que com a sua visão telepática tenha inferido que dentro da mala estava tudo bem (porque as coisas nem chegaram a sair da saca e a conhecer o ar circundante) e ainda extravasa as suas conclusões para as outras duas malas que nem chegaram a ver o seu fecho-eclair a andar em nenhum dos sentidos – continuaram fechadas). E eu passei. Sem um toquezinho na pele ou um ou outro apalpãozito. Foi aqui que me caiu a ficha e pensei: “É pá, estou em África – nunca tinha viajado sem mostrar a bolsa.”

Lembrei-me logo daquela vez em Londres no controle do aeroporto que a segurança (nem senhora foi) até me partiu o cartão de crédito porque me começou a apalpar as banhas (que não tenho obviamente) e nem tive tempo de abrir a boca para anunciar.
Mas Londres e Lubango em comum só têm o L.

Passado o controle, uma vez na sala de espera, várias pessoas esticadas e cabisbaixo perante uma televisão que impingia uma telenovela mexicana – o voo da TAAG que partira pela manhã cedo para Luanda tinha regressado a terra pelas condições climáticas. Os voos estavam todos pendentes. Mais informações ainda (não havia).

Ora, a colega de Cabo Verde já bem podia ver o cabo a ficar mais escuro e mais distante, porque não ia apanhar concerteza o seu avião previsto em Luanda, rota que parece só haver uma vez por semana. Igualmente os colegas de Moçambique embora mais amiúde veriam inibida a sua descolagem. Quanto aos clientes da sonair (a minha companhia, quer dizer antes fosse, mas sim o bilhete que eu comprei) – a ser cancelado, o próximo voo só na 5ªfeira!
Ora, por muito que eu quisesse conhecer o Lubango (que gostava de ter tido oportunidade de ver e visitar outros sítios, como a Serra da Leba – 3 dias de turismo de baixo de chuva seria demasiado). E o tempo de dúvida que iríamos vivenciar no aeroporto era igualmente escusado (já teria dado tempo par ir meter o olho na Serra da Leba enquanto o aeroporto pensa se chove ou não chove e se voa ou não).
Entretanto surge um aviso “Senhores passageiros…” e o único que se ouviu foram estas duas palavras, porque o restante era menos perceptível que certos fins de discurso que apenas se deixam adivinhar pelo que lhes antecede.
Pode ter dito qualquer coisa. Ninguém ouviu. Repito ninguém. Tal significa mais do que eu ou um potencial conjunto de pessoas surdas com um outro subconjunto de pessoas distraídas com ou sem a novela mexicana que ainda estava a balbuciar. Ninguém, inclui as atentas que tudo queriam e faziam para tal ouvir.

Uns pulas, que pensei que eram portugueses mas que ripostaram ser angolanos (nem todo o branco é português) saíram e foram almoçar. Estamos em Angola e os voos atrasam, cancelam-se, mas não há recompensa, ninguém pede desculpa, não há senhas para almoço, nem ninguém paga nada. Mas pode-se ir comer a casa um funje (apesar do dia dele ser ao sábado), um feijão de óleo de palma (que eu bem gosto), e um gelado de sapi sapi. Mesmo se houver confusão ou a casa for um pouco distante. Dá tempo

Ora, entre os atrasos a amiga ucraniana quis despedir-se e anuncia a sua incursão ao aeroporto para me dar um abraço. “Que bom!”-pensei, continuando “O voo ainda está atrasado”. “Mas como vou fazer para sair?”- questionei-me. Entretanto liga-me ela que já estava no aeroporto com o marido, o filho e umas frutas para me oferecer. Reforço a minha reflexão - “Mas como vou fazer para sair do aeroporto?”, avançando: “Direi que vou fumar!” (passou-me antes pela cabeça invocar a necessidade de querer fazer xixi, mas essa poderia não colar e não ser verossímil, pois dentro, apesar de não haver autoclismo e se ter de atirar o balde pela fossa, existe retrete) – vou anunciar a minha necessidade de ir fumar – é que apesar de estarmos em África é proibido fumar nos aeroportos, embora não haja uma salinha alternativa para aqueles que queiram inalar).
Ora, estava eu a tentar pedir para ir fumar simulando um bafo identicamente fumador (a ocultar os cigarros que nem possuo e nem transportava) e já estava a ucraniana a avançar a sala de embarque a dentro a explicar que me ia levar só umas frutinhas. E entrou.

Ora bem. Estava perplexa.
Ela com a história dela das frutas (qual salvadora do escorbuto de uma avitaminose abrupta que me arriscasse dar) e eu a contrapor com uma falsa vontade de me intoxicar. Estava duplamente incrédula.
E saímos! (longe de vexames)

Entretanto estava a comitiva toda (portanto, a fina flor) da CO e do CE, cheios de pressa e cheios de bois – com prioridades e urgências, porque a vida urgia-lhes continuar fosse por ar ou por terra.
Começa um alvoroço de telefonemas: “Freta avião para aqui, freta avião para ali, aponta aí a lista de passageiros – vamos com o avião até ao Namibe” isto enquanto se anotavam breves advertências de ciência decisiva numa simples folhinha. Oh Meu Deus! Assim se decidem os movimentos do mundo.
E eis que surge o: “E ela vai connosco”.
Mas ela agora tem aqui umas frutinhas a mais, a juntar a umas saquinhas lá dentro à espera. Induzida pela proposta, volto para resgatar as saquinhas e estender o convite de regresso via Namibe às companheiras. Mas elas tinham despachado a carne, as malas e a alma e acreditavam que a ida e o regresso deveriam ser pela mesma rota. Ora como viemos juntas, deveríamos regressar juntas. Também com a carne. E o autocarro partiu e não fui para o Namibe.

A ucraniana voltou. As frutas entraram. E as malas passaram. E nós continuamos a esperar.

O altifalante voltou a dizer qualquer coisa que continuará a não se deduzir e a telenovela mexicana terminou. Começou a dar o Mr Bean. Ver o Mr Bean em África faz-nos repensar a comédia, o retraso mental, a cultura, as etnias, a oligofrenia. Como me ri. Não sabia se ia estar ali até 5ªfeira e a mesma personalidade que leciona gestão de tempo, estava a ver o Mr Bean (que também posso ver no meu sofá em casa no Porto) e não estava a ver a Serra Leba – mas estava a rir-me. E se viemos juntos íamos regressar juntos. Ou mesmo que não regressássemos, pelo menos juntos estávamos.

Entretanto aterra um avião era o voo da TAAG que partiu de manhã que iria sair para Luanda.
Enquanto isto, eu já tinha convivido e recolhido toda uma lista de contactos dos existentes sentados naqueles bancos da esfera psi.
Surge a informação que o avião da sonair viria.
Eram 16h (já lá estava desde as 8h00, o almoço e o concerto em Luanda esperavam, pendentes).
Às 17h veio. Em êxtase entrámos no voo (relembro que já tinha entrado e saído da porta de embarque umas 5 vezes) e desde a última vez até esta, em que subia paulatinamente as escadinhas da sonair nunca mais ninguém me pediu o passaporte, o visto ou o bilhete. Eu podia ser o Carlos Sousa e ter um bilhete para Marraquexe que ali estaria, segura, se calhar também com uns 20kgs de carne de porco (ou de outra coisa qualquer) na bagageira.
Eu, que tinha vindo preparada com umas folhinhas com certificado de vacinas, curriculum, vistos, biografia, (só faltava a composição que tive excelente e fiz na 4ªclasse) e ninguém me pediu nada!

As passageiras levaram em mão as suas malinhas para a asa do avião, conforme a habitual normalidade.
E eu aprendi que: chuva não é sinónimo de frio, branco não é sinónimo de português e comprar um bilhete não é sinónimo de mostrá-lo.

Meus amigos, estamos em África.

PS- Da Subida
http://vimeo.com/48872611
(da Huíla a Luanda - desta vez sem passar pelo Namibe)

Lubango

Descrevo:
Sonair - Hospital Central do Lubango (Dermatologia + Psiquiatria) - Chalet (CO)

Aconteceu:
- irmãs na Fenda de Tundavala
- começou a choviscar nas cascatas e os sapatinhos a escorregar
- no Monte do Cristo Rei chovia bem e estava fechado

Vi:
- o arco-íris mais colorido

Participei:
1º Congresso dos Psicólogos
"Quando a vítima se apaixona pelo agressor"
com um moderador experiente em feitiçaria

Conheci:
a Cipri, o Senhor Aires e a Margarida
Fui conhecendo:
o Adriano, a Oksana, Otaua, Elisabete, Alda, Antónia e Josefa.
Que muito agradeço.

Pelo que:
Fui a uma festa de aniversário e um casamento
Jantei com um papagaio

Ouvi:
- É muito rápida
- 1 minuto de silêncio
- Bombardeamento de perguntas
- Os malucos já têm uma Associação em Angola
- Agir de forma pró-activa e creativa na solução de problemas (e não como bombeiros)
- Não obstante ser português, fez um bom trabalho
- Você não vai compreender o feitiço, se não for feitiçeiro
- A mulher pertence ao marido.
- Em Angola todas têm Síndrome de Estocolmo
- Se uma pessoa com HIV tiver relações sexuais com uma pessoa virgem pode curar a SIDA!
- Estamos atentos e vamos necessitar da colaboração de todos (depois de provocação)
- Estamos por cima da bola (do acontecimento)

Para recordar:
- A publicidade do RedBull a propósito de heranças e amantes ("para a menina Jaqueline Monique")
- Convite para alojamento no Hospital!
- De volta ao Chalet descubro que faço parte do Programa científico
- Agradecimento antes da autorização
- Falar pelo skype à chuva
- O Psicólogo é um especialista (tipo médico) em curar os problemas da cabeça (feridas invisíveis) que ficam depois da guerra
- De dia psicólogos, à noite curandeiros
- Festa de aniversário parece um casamento
- E no casamento: a noiva dança kizomba e leiloa-se uma gravata por 500.000kz

quarta-feira, dezembro 04, 2013

terça-feira, dezembro 03, 2013

O convidado

- Posso contar uma história?

- Era uma vez um menino que foi convidado para jantar em casa de uns senhores. Era a primeira vez que recebiam visitas de meninos e era uma casa pobre, em reconstrução, mas os donos convidaram-no para sua casa.
O jantar começou, tudo pronto, de chinelo calçado, a comida apareceu na mesa, e começaram todos a usar a colher, a conversar, a trocar histórias, a traduzir expressões, tudo corria bem e desfrutavam de um jantar agradável.
Entretanto, chega uma senhora e sussurra à dona da casa que o convidado não tinha passado pelo controle de segurança. E eis que a dúvida leva a desconfiança, e antes do convidado ter tempo de se levantar para fazê-lo, todos começaram a desconfiar que o menino não era um menino, acusando-o de ter colheres nos bolsos e roubado garfos.

- E tens garfos escondidos nos bolsos?

- Os donos pressentiam sentir alguma vergonha, estando apreensivos que o convidado pudesse ficar chocado ao ver como viviam e que passasse informações para fora, mas convidaram-no para sua casa.

domingo, dezembro 01, 2013

Dina Simão


@Urbanização Nova Vida

sexta-feira, novembro 29, 2013

Uma vida melhor noutro lugar

Tudo volta à normalidade

A quarta, é semana de confusão.
AUDITa-se, mas "só gasosa" e "em casa de cristão do sétimo dia não entra álcool"
faz-se Psiquiatria no B
mas depois de zumzuns.
Trago prendas mas não há ânimo para as oferendas.
O arroz de cabidela é sem sangue, mas com emoção: suor e lágrimas.
Depois de se contar com tudo, incluindo que me "echen (de más o de menos)"
Depois de esforços, fofocas e ficar claro que se veio para ajudar,
Quase se faz uma Psicose por listas,
Quase se pára o estágio,
Mas comida e papel higiénico nem vê-lo,
E pão só ligando
Para a Ma-mate.
Ninguém disse que ia ser fácil.
Quase gótico.

Para recordar:
Reação extrapiramidal sem antipsicótico
Tuberculose regressa à Psiquiatria
"Os bois são meus e os filhos são nossos"

Explico:
No Namibe quando se recebe as visitas o soba indica a casa em que o visitante fica, que dispensa a cama e a mulher.
No Muxico o cumprimento é o beijo na boca.

terça-feira, novembro 26, 2013

Quando quase se parece uma angolana

e recebes camisa e ofereces sumo de mucua em casa
são necessários mais comprovativos.

domingo, novembro 24, 2013

Juan Luis Guerra - La bilirrubina



"ai negra busca-me en Catete"

Chilar e a muxima

Em dia de confusão, depois da Capricciosa e do empate contra o Nacional, um pouco de Chillout e Jango veleiro.
Um par de horas depois passeio pela Muxima e encontro no Canto do Catete.
Mas no final não há comunicação.

sábado, novembro 23, 2013

Na 3ª semana

já parece que estou em casa.

Para recordar:
-"Há aqui uma dose elevada de emoção na discussão - não faz isso"
-"E esse bom dia tão frio é porquê?"

Explico:
-"são seres humanos. são vossas filhas. são vossas irmãs"

quinta-feira, novembro 21, 2013

E tudo a máquina limpou

Em caso de toma de comprimido diferente mas da mesma cor,
A bata é a melhor coisa para esta distância,
Antes de se internar doente com epilepsia.

quarta-feira, novembro 20, 2013

Diga não às drogas

"P: Sabes o que um cigarro disse ao homem?
R: Tu me fumas e eu te apago.
P: Sabes o que o álcool disse ao homem?
R: Tu me bebes e eu te afogo."

numa tertúlia com direito a dramatização teatral e vestida de música praticamente despida nesse sítio que é o Epic Sana.

Para recordar:
-"Aqui há o hábito de branqueamento de informação e falsidade"
-"Estão a sabotar o trabalho do Executivo"

Explico:
-"Eu sozinha vou a algum lado? (bato com 1 dedo na mão e quase não se ouve.. bato 2 e ouve-se um pouco mais..e 3..e 4 e com 5, a mão cheia já se ouve!)"
-"A luta é contra as moscas"

segunda-feira, novembro 18, 2013

Pós engarrafamento de Luanda

Tensão? Não passa para fora.
Dor de cabeça e rigidez na nuca? O mosquito que pica no meio do pé.
Avaria mecânica? PC de 3 camungueiros.

sábado, novembro 16, 2013

Tuula

Boa companhia da Finlândia para passeio nas redondezas (para se tomar café no Cortiço, ir aos correios e fazer compras no supermercado Martal).
Na semana em que:
- surge uma a mordedura fruto da relação entre as doentes

Para recordar:
-"Honra dá-se a quem tem"
-"A tua ideia é boa"
"Às nossas mamãs matumbas que não sabem ler nem escrever, falta-lhes algum gado?"

Explico:
Olanzapina não é clozapina
Ampicilina não é amoxacilina
E rima... e rima!

segunda-feira, novembro 11, 2013

Liberdade em Angola

Rio Kwanza.
Parque do Quissama.
Praia do Cabo Ledo.
Feriado.
Viana.
Mas nem sempre.

Para recordar:
-Confusionista (gosta de armar confusão)
-Leave away (trazer para casa)

sábado, novembro 09, 2013

Pela nata da pele

Andei a pé em Luanda até ao Hospital Josina Machel acompanhada da Rosi e
-fiz um passeio pelos Hospitais (Américo Boa Vida, Clínica Sagrada Esperança e Clínica Girassol)
-fui à Sessão de Encerramento do Congresso da Multiperfil (com concerto e sorteio de carro MAS não saiu à assistente do Pedro)
-fui à Educangola
-fui almoçar ao Coconut, à Palanca (não se pode pagar a conta porque não há luz) e jantar ao Lookal.

Para recordar:
-QI: quem indica
-Luanda ou não anda (a ambulância no trânsito)
-comprei recarregamento de telemóvel no trânsito

sexta-feira, novembro 08, 2013

quarta-feira, novembro 06, 2013

123 Luanda

4 de Novembro foi o meu primeiro dia em Angola
1- Não embarquei no voo previsto comprado pela Iberia (não fui dizer olá à Lucia em Madrid) - MAS
2- Fui prontamente recolocada no voo directo da TAAG Porto-Luanda
3- E alegremente surpreendida e compensada com dupla surpresa: massa!
4- Fiquei na 1ªfila da 2ª classe - MAS
5- o desembarque do avião foi pela porta traseira. Como fui a última a sair
6- desencontrei-me do compatriota, MAS entre malas surgiu o autóctone!
7- Fiquei instalada no Hospital Pediátrico - MAS
8- Fui logo apresentar-me ao Hospital Psiquiátrico e conheci o responsável do Banco de Urgência.
9- Fui almoçar ao Clube Desportivo 1º de Agosto MAS paguei 520kz por uma garrafa de água de 1,5L!
10- Passeei de carro por Luanda e Viana, MAS o que vi, apesar de intenso, foi entre entre microsonos e microdespertares!

A primeira semana no Hospital foi todos os dias no Banco de Urgência
com colegas angolanos e cubanos.

Para recordar:
- o Hospital fornece o pequeno almoço (mata-bicho) e almoço aos funcionários, que, comem juntos (e trazem água para casa)
- CID-10, doseamentos, chinelos e cigarros, congresso da colher
- Depressão pós-alambamento (perceber que o noivo tinha uma REC)
- A propósito da nacionalidade: "Se um filho teu nasce em casa da tua vizinha, ele passa a ser dela então?"

Explico:
Mal se aterra é um cheiro a gasolina. a cidade é o caos quase tanto como o trânsito, onde se vende tudo desde cartões para recarregar o telemóvel, máquinas fotográficas a tampas da retrete com diferentes padrões e vai-se passando por tudo isto enquanto se conduz para o trabalho.
A maior parte das pessoas sai de casa às 5h para começar a trabalhar às 8h!

domingo, novembro 03, 2013

domingo, outubro 13, 2013

despedida

UEMS, mas não cabe nem mais uma letra

quarta-feira, outubro 09, 2013

domingo, outubro 06, 2013

30 anos

Anem Ofir

sábado, outubro 05, 2013

sábado, setembro 28, 2013

120 anos


domingo, setembro 22, 2013

next stop: athens

 milan to

segunda-feira, setembro 09, 2013

terça-feira, agosto 27, 2013

SU Psi

Vão me por medicação na "c*n*"?

cuja combinação de letras exclui:
- cume
- cima
- cana
- cone
...
(by night)

segunda-feira, agosto 26, 2013

Rumo ao sul

comboio para baixo e um pouco mais cedo para cima.
Lá, Patacão, Tai, Praia do Trafal e Quarteira.

Da ria e do animal, é que dava um postal!



sexta-feira, agosto 09, 2013

A justificação

da prescrição
que apesar de coadjuvada
conjuntamente
a título experimental
não foi ainda completamente aceite.

Até o ser!

domingo, julho 28, 2013

Melech Mechaya


@Ponte da barca

Gaiteiros de Lisboa


@Ponte da barca

Riobó


@Ponte da barca