segunda-feira, setembro 14, 2009

Não Regresso às Aulas

Para muitos, chegou a fase do Setembro dominada pela azáfama do regresso às aulas.
Na trajectória de um estudante, por vezes, tudo é uma gigante dúvida e o futuro pode ser reduzido a um aventureiro e inquietante ponto de interrogação.

Quando há seis anos entrei pela primeira vez no edifício secular do ICBAS, longe estava de adivinhar as implicações que iria ter aquela nova etapa, no meu precurso e projecto de vida.
O eminente átrio e restantes instalações, por vezes insuficientes, desde cedo proporcionaram um intenso contacto entre aqueles que partilhavam este espaço, facilitando o convívio, nomeadamente a diversão nas célebres “Flower Power”.
Por considerar essencial viver intensamente a Universidade, não só a nível do ensino mas também nas actividades associadas, introsei-me em várias delas.
No sentido de tomar conhecimento com o ensino e a prática médica noutras realidades, particularmente no estrangeiro, participei e reparticipei no Programa Erasmus.
A possibilidade de vivenciar estas enriquecedoras experiências permitiu-me enfrentar novos desafios, conviver com diferentes culturas, aprender novas línguas e criar novas amizades.

Chego ao fim desta etapa de estudante, levando comigo não só um diploma, mas uma satisfação pessoal no meu percurso académico, um leque alargado de contactos, colegas e amigos, nacionais e internacionais, que partilharam comigo fases distintas deste meu trajecto.

Em breve inicío a aventura de ser médica, quiçá a nova etapa do resto da minha vida.
Por isso desculpem, mas este ano não regresso às aulas.

2 comentários:

João disse...

É tipo trailer mas com texto?
Teaser em forma de título para um, deixa cá ver o que é que ai vem...

Não regressas ou, Não regressas!

Acho que devias formar um partido. O PNRA. Até fica engraçado de gritar com os dedos em 'vê' lá bem para cima.

PNRA PNRA PNRA !
olha... eu votava em ti!

João disse...

Há que fazer notar que o comentário anterior foi escrito apenas quando havia um título sem texto, que é de resto um tiro idiota no escuro, correndo o risco de perder toda a seriedade futura.
Para me redimir:

Obrigado por também tu teres feito parte de um bocadinho da minha vida que, para quem te conhece certamente concorda, não é preciso uma vida de convívio para saber que isso é o suficiente para nos sentirmos privilegiados.
Boa sorte por escrito, que no resto, continuamos no contacto normal mais ou menos trimensal e que por agora até goza de estatuto extraordinário e único de "mensageiro".

beijo.