A segunda semana “é que é!”
E subitamente tudo parece começar a correr bem.
A semana começou com os famosos Pastéis de Belém, mesmo no sítio onde eles são melhores, tcha-nam: em Belém. Depois o delicioso arroz de atum do Miguel (como se torna diferente o paladar depois de Erasmus, hein?).
Chegou o momento da indecisão da casa: pequenino T2 na Calçada do Combro ao lado do Bairro Alto, a 1 minuto do Chiado ou T2+2 na Rua Dr. Teófilo Braga ao lado do Jardim da Estrela, a 1 minuto da Assembleia da República e do Sr. Primeiro ministro? Queríamos uma casinha ou uma casarona? Carro em cima do passeio ou no parque? Perto ou longe do Metro?
Seguiram-se as indecisões, buscas e procuras, as votações em empate, até chegar à conclusão final: “mais vale uma casa na mão, do que duas a voar”, portanto ficamos com a da Calçada do Combro.
E para celebrar nada como ir ao Jantar dos IACs do Lisboa Central.
Mas nem tudo foram foguetes.
Na Várzea o trabalho continua, e quem não se adaptou muito bem desta vez, à dura realidade foi o meu azulzinho por esses caminhos estranhos, com curvas e contra-curvas em S, de terra batida, rochas a quase-roçar em ambos os lados do carro, mesmo com os espelhos virados para dentro.
Ora, num certo troço do trajecto curvilíneo, vinham dois carros em sentido contrário e lá tive que andar em S, mas desta vez em marcha-a-trás.
Ora, a embraiagem começou a tresandar a queimado e parecia meia solta, tal era a dificuldade e inclinação do caminho e a falta-de-controle sob o carro da condutora. Que susto!
Outra vez momentos de vento em poupa foram o lanche no Chiado, o Blade Runner no Cinemateca por entre dedos e sustos e o Jantar nos Armazéns do Chiado; o Jantar na Pizzaria com o Curry e Vila Franca e os reencontros do Pavilhão Chinês. O pior é sempre o despertador nos dias a seguir.
O fim-de-semana desta vez, teve a base em Alfama.
Na 6ª feira foi Jantar aniversário no Sushi em Cascais, filmes, vinho e o elevador dentro do apartamento. :)
O Sábado foi o dia mais inesperado de sempre. Saímos de casa em busca de nos aventurarmos por essa Lisboa. Assim, tal e qual, sem nada combinado e sem planos. De repente uma mensagem leva-nos a lanchar à Creperie no Chiado, a despedida deixa-nos dentro de uma interessante loja, e essa mesma loja deixa-nos com nova roupa colorida: umas botas brancas psicadélicas e um casaco fofo verde aos quadrados! Somos tão consumistas! Saímos da loja e temos uma mensagem: não querem jantar no Novo Wok? E aqui vamos nós, sempre a adorar os planos inesperados.
Segue-se uma noite muito animada no bairro, que evidentemente não vou descrever, mas que deixo só algumas palavras chave: “Caipirinhas; Poste; Taxi e Chão”
Com esta trapalhada toda, no dia a seguir havia que ir buscar o azulzinho que já estava estacionado em cima da linha do elétrico desde as 17h00 do dia anterior, altura essa em que tínhamos decidido aventurar-nos por Lisboa. Entretanto recebi um telefonema de uma amiga a dizer que ao amigo lhe tinham rebocado o carro. Estava o caldo entornado. Tanto excesso de zelo com o carro na 1ªsemana, tantas horas a fim a pagar em parques e ao primeiro descontrolo, iria eu passar impune? Faria sentido continuar com esperança de passar impune, sendo que o carro estava estacionado há já quase um dia?
Nada como ver para crer, com o coração nas mãos. Quando fui lá ter, reparo que 1)o carro ainda lá estava 2)não tinha sido bloqueado, nem rebocado 3)não tinha multa 4)nem publicidade! Mas que sorte! Vou tão a Fátima em Maio, que já agora fica ali a caminho da Queima das Fitas de Coimbra.
E não fosse eu estar com saudades de Sintra, depois de um Sábado tão agitado, fomos lá no Domingo ver móveis, petiscos e filmes.
E é assim.
Na vida há duas frases que dizes em situações distintas: “Antes é que era!” e “Isto é que é!”.
O lema é fazer muito desta, uma fase “Isto é que é”!
domingo, janeiro 17, 2010
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1 comentário:
Falta uma: "Isso é que vai ser!"
(deixa para a 3ª semana... isso é que vai ser!)
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