Um dia sonhei que um grande balão pairava num terraço.
Sonhei que todas as suas cores hesitavam entre pousar ou avançar.
Às vezes parecia tratar-se de um jogo dirigido.
Mas não, porque os balões obedecem aos ventos.
Às vezes sujeito a mais tempestades, outras vezes com um rumo mais ameno.
Se calhar tinha vindo duma fogueira.
Se calhar tinha passado bem perto de um fogo-de-artifício.
Se calhar, às vezes, o balão desentendia-se com aquele terraço.
Mas entre aquele meu terraço e aquele teu balão havia sempre pontos de passagem naquela viagem.
Se calhar afinal, até era guiado, não pelos ventos, mas por ti.
Se calhar ia até aos céus levar sorrisos, juntamente com lágrimas.
Se calhar era por isso que o balão não descansava de ali pairar,
E se calhar era por isso que não queria ali descer.
Sabes, se calhar não.
quinta-feira, junho 24, 2010
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