Apreciei por de trás do ombro.
Acabei a recordar aquelas noites quentes de plástico, em que os velhotes se sentam à volta de cadeiras e discutem o tamanho dos calções dos netos, analisando os erros de gramática que estes deram na escola por tudo estar tão diferente.
Está abafado e ainda é Abril. Lâmpadas rosa intercalam com luzes azuis atrás do barulho das carrinhas de gelados que dobram a esquina, anunciando-os.
Cabelos compridos de areia e chinelos que deixam algas de comichão por entre os dedos, com toalhas no ombro prontas para algo fresco, como uma cerveja. Corpos novos de ginásio e outros nem tanto, sobre esses banquinhos debaixo de guarda sois, sentados com pernas à xadrez, perante um qualquer jornal ou fofoca.
Carros em fila, de janelas abertas ao sabor da música e do vento.
Bolsos despreocupados, porque afinal sempre estão de férias.
sexta-feira, abril 29, 2011
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