-They don’t know how it really feels
They’re just here on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see you cry
Do you remember me?
I was the one that held you through
I held the spotlight when you did that crazy dance
- Ah! E era um sumo de laranja. Mas acabaram as laranjas. Oh vá lá!
- ?!?
segunda-feira, agosto 31, 2009
Holidays
quinta-feira, julho 23, 2009
terça-feira, junho 30, 2009
quarta-feira, junho 24, 2009
A Escola
A cadeira tapa a ventoinha, por isso vou abrir a janela.
Os vidros estão sujos.
É dia.
As crianças vão à escola e os pais ainda levam as crianças. Há mais crianças e há mais professores. Todos para a escola. Por isso há mais carros. Mais carros, menos lugares, mais barulho e menos espaço. E mais trânsito, sobretudo mais trânsito. Há menos tempo, menos música e mais pressa.
É noite.
As crianças já sairam da escola e brincam na relva e os adultos passeiam no parque depois de sair do trabalho, que é à mesma hora que se liga o sistema de rega. Os pais chamam as crianças para jantar e só fica um ser pensante debaixo duma árvore.
É tarde.
Vou fechar a janela.
Os vidros continuam sujos.
Os vidros estão sujos.
É dia.
As crianças vão à escola e os pais ainda levam as crianças. Há mais crianças e há mais professores. Todos para a escola. Por isso há mais carros. Mais carros, menos lugares, mais barulho e menos espaço. E mais trânsito, sobretudo mais trânsito. Há menos tempo, menos música e mais pressa.
É noite.
As crianças já sairam da escola e brincam na relva e os adultos passeiam no parque depois de sair do trabalho, que é à mesma hora que se liga o sistema de rega. Os pais chamam as crianças para jantar e só fica um ser pensante debaixo duma árvore.
É tarde.
Vou fechar a janela.
Os vidros continuam sujos.
quarta-feira, junho 10, 2009
.pt
Há aviões que nos teletransportam, levam-nos de uma realidade para outra e há aviões que nos trazem a casa.
Há os que se apanham com adrenalina, nos levam à aventura e os que trepidam e se apanham a medo.
Há aviões directos e aviões com escala.
Há os que nos deixam saudades e outros que juramos não repetir.
Há aviões secretos e aviões públicos.
Há os que têm revistas cor-de-rosa e os que nos trazem o New York Times.
Há aviões extravagantes e coloridos e aviões discretos versão monocor.
Há os que não custam nada e os que nos custam tudo.
Há aviões que nos levam a 17 sítios e há aviões que não nos chegam a levar a lado nenhum.
Há os que se apanham com adrenalina, nos levam à aventura e os que trepidam e se apanham a medo.
Há aviões directos e aviões com escala.
Há os que nos deixam saudades e outros que juramos não repetir.
Há aviões secretos e aviões públicos.
Há aviões extravagantes e coloridos e aviões discretos versão monocor.
Há os que não custam nada e os que nos custam tudo.
Há aviões que nos levam a 17 sítios e há aviões que não nos chegam a levar a lado nenhum.
domingo, maio 31, 2009
Do Widzenia
A de Acordar.
B de Barbecue, Barco e Biblioteca.
C de Cerveja, Checo, Chuva e Concertos.
D de Descobrir e de dúvidas.
E de Escadas e de Esplanadas.
F de Festa, Fonte e Fumo.
G de Gelados.
H de Hanna e Hard Rock.
I de Inundação.
J de Jogo.
K de Kebab.
L de lençóis.
M de Marszalkowska e de Mercados.
N de Noite e Nowy Swiat.
O de Old Town.
P de Pierogis, Pediatria, Piscina, Polaco, Português e Praga. Definitivamente P.

Q de Quarto e de Querer.
R de Relva.
S de Sol.
T de Terminar e de Tunas.
U de Underground e Universidade.
V de Vodka.
X de nada.
Z de Zloties.
B de Barbecue, Barco e Biblioteca.
C de Cerveja, Checo, Chuva e Concertos.
D de Descobrir e de dúvidas.
E de Escadas e de Esplanadas.
F de Festa, Fonte e Fumo.
G de Gelados.
H de Hanna e Hard Rock.
I de Inundação.
J de Jogo.
K de Kebab.
L de lençóis.
M de Marszalkowska e de Mercados.
N de Noite e Nowy Swiat.
O de Old Town.
P de Pierogis, Pediatria, Piscina, Polaco, Português e Praga. Definitivamente P.
Q de Quarto e de Querer.
R de Relva.
S de Sol.
T de Terminar e de Tunas.
U de Underground e Universidade.
V de Vodka.
X de nada.
terça-feira, maio 19, 2009
Senza Parole
Il treno di Trenitalia con le sue destinazione arriva una altra volta.
A estação de Milão continua em obras, mas tudo parece mudado. Não se avistam as estimadas máquinas amarelas, e mesmo no meio deste clássico, ergue-se um complexo de tapetes rolantes que conectam uns pisos aos outros, em jeito de coisa moderna, mas que repele ao olho intermitentemente nostálgico que nem acerta em adquirir os bilhetes.
Rumo a Pavia onde aparecem no Nico as arcadas da White House Party, saltitando entre o trio Fiume/Universidade/Essalonga e a combinação explosiva pasta/cena/fumo/laura, sem nessuno fermare até ao Dali.
Destino final: o casino máximo do Forno Vecchio de Nápoles. Procuravam-se os amigos na Piazza Lorental e de surpresa se encontravam no Mamamu.
Rotinas no Jogo de Polo Posillipo vs Pro Recco, novidades no Parque da Villa Floridiana e no Perditempo.
Como se constava que já ali tinha estado muitas vezes, o melhor foi apostar na Festa na praia no Arenil e trabalhar para o bronze na spiaggia de Ischia, arregalando a vista nos spots românticos da infância "silviestre" no Lacco Ameno.
Para rematar as indecisões nada como tirar fotos no Nilo por 50 euros e terminar com a pizza da Sorbillo.
Super Bien! Grazzie mille!

Já me tinhas dito...
Itália continuará a ser uma outra Itália.
Pero dovresti allontanarse della línea giallia.
A estação de Milão continua em obras, mas tudo parece mudado. Não se avistam as estimadas máquinas amarelas, e mesmo no meio deste clássico, ergue-se um complexo de tapetes rolantes que conectam uns pisos aos outros, em jeito de coisa moderna, mas que repele ao olho intermitentemente nostálgico que nem acerta em adquirir os bilhetes.
Rumo a Pavia onde aparecem no Nico as arcadas da White House Party, saltitando entre o trio Fiume/Universidade/Essalonga e a combinação explosiva pasta/cena/fumo/laura, sem nessuno fermare até ao Dali.
Destino final: o casino máximo do Forno Vecchio de Nápoles. Procuravam-se os amigos na Piazza Lorental e de surpresa se encontravam no Mamamu.
Rotinas no Jogo de Polo Posillipo vs Pro Recco, novidades no Parque da Villa Floridiana e no Perditempo.
Como se constava que já ali tinha estado muitas vezes, o melhor foi apostar na Festa na praia no Arenil e trabalhar para o bronze na spiaggia de Ischia, arregalando a vista nos spots românticos da infância "silviestre" no Lacco Ameno.
Para rematar as indecisões nada como tirar fotos no Nilo por 50 euros e terminar com a pizza da Sorbillo.
Super Bien! Grazzie mille!
Já me tinhas dito...
Itália continuará a ser uma outra Itália.
Pero dovresti allontanarse della línea giallia.
quarta-feira, maio 06, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
Closing doors please
Um dia apetecia-me ouvir o meu nome gritado de uma janela,
subir as escadas de luzes vermelhas e
dançar com a noite em patins.
Que estivesse outra vez nevoeiro,
mas não chovesse,
e pudesse cheirar a roupa, outra vez, limpinha.
Apetecia-me não ser distraída com datas e
ultrapassar as zonas proibidas dos jardins.
Comprar sumo de laranja e queijo para o pequeno-almoço,
sem ter que olhar eternamente para omoletes com cogumelos.
Apetecia-me passar uma manhã na biblioteca e
ter um casaco rosa-choque.
Podia ser que assim nunca me tivesse perdido.
Apetecia-me olhar de lá de cima,
perceber de fotografia,
e ter waffles grátis ao chegar a casa.
Apetecia-me atravessar a ponte,
ir comer ao italiano da esquina,
(sem gritos, nem buzinas),
e ter alguém que me escrevesse poemas.
Apetecia-me ir a Galerias de Arte e
ouvir boa música nas Igrejas.
Escrever muitos recados,
experimentar os melhores gelados e
não parar cada vez que saísse fumo branco.
Apetecia-me ser a cara de um selo,
partilhar um cigarro a quatro e
oferecer dois sorrisos amarelos.
Apetecia-me vistas nocturnas inesquecíveis.
Apetecia-me ouvir a voz da minha vida:
"Stand clear of the closing doors, please!"
subir as escadas de luzes vermelhas e
dançar com a noite em patins.
Que estivesse outra vez nevoeiro,
mas não chovesse,
e pudesse cheirar a roupa, outra vez, limpinha.
Apetecia-me não ser distraída com datas e
ultrapassar as zonas proibidas dos jardins.
Comprar sumo de laranja e queijo para o pequeno-almoço,
sem ter que olhar eternamente para omoletes com cogumelos.
Apetecia-me passar uma manhã na biblioteca e
ter um casaco rosa-choque.
Podia ser que assim nunca me tivesse perdido.
Apetecia-me olhar de lá de cima,
perceber de fotografia,
e ter waffles grátis ao chegar a casa.
Apetecia-me atravessar a ponte,
ir comer ao italiano da esquina,
(sem gritos, nem buzinas),
e ter alguém que me escrevesse poemas.
Apetecia-me ir a Galerias de Arte e
ouvir boa música nas Igrejas.
Escrever muitos recados,
experimentar os melhores gelados e
não parar cada vez que saísse fumo branco.
Apetecia-me ser a cara de um selo,
partilhar um cigarro a quatro e
oferecer dois sorrisos amarelos.
Apetecia-me vistas nocturnas inesquecíveis.
Apetecia-me ouvir a voz da minha vida:
"Stand clear of the closing doors, please!"
domingo, abril 19, 2009
cOuch Surf
Etapa 1. Histerismos no aeroporto. Sofá do Sebastian. Passeio de Barco. A serenita. Parque Tivoli. Correr do autocarro. Sinpa. Cristiânia. Picnic no Parque da encosta. Festa em casa. Bola prateada. Disco. Amigos freak. Armário fechado. Amigo do chão que tira a almofada. Sr dos calçõezinhos. Fábrica da Carlsberg. 2 Cervejas. Zona Red Light. O Kebab. Partir a roda e o tornozelo. Não há botânico.

Etapa 2. DFDS Seaways. Jacuzzi. Señorita, press the button. As cervejas. O oceano por detrás. O parque das bolas. O carrinho das compras. Convictos a fumar.
Etapa 3. Karl Johans Gate. Não é o Parlamento? Palácio Real. City Hall. Fortaleza. Sítio da vista. O grito de Munch. Adormecer às 7. Folkemuseum e o desenho, mas ainda não é Maio. How much are the tickets? Coleguinha da volta ao mundo nos lençóis. Bar fofo. Crianças e estátuas de bronze no Vigelandsparken. Fome e as laranjas. Zona alternativa.
Etapa 4. Chegada à Maru. Festa de anos. Porto de Bergen. Flamsbana train. Fiord. Avalanche. Passeios nocturnos. Cerveja no bar. Festa com os mexicanos.

Etapa 5. Tomar banho. Escrever recados. Fechar a porta e... Ir!
Etapa 2. DFDS Seaways. Jacuzzi. Señorita, press the button. As cervejas. O oceano por detrás. O parque das bolas. O carrinho das compras. Convictos a fumar.
Etapa 3. Karl Johans Gate. Não é o Parlamento? Palácio Real. City Hall. Fortaleza. Sítio da vista. O grito de Munch. Adormecer às 7. Folkemuseum e o desenho, mas ainda não é Maio. How much are the tickets? Coleguinha da volta ao mundo nos lençóis. Bar fofo. Crianças e estátuas de bronze no Vigelandsparken. Fome e as laranjas. Zona alternativa.
Etapa 4. Chegada à Maru. Festa de anos. Porto de Bergen. Flamsbana train. Fiord. Avalanche. Passeios nocturnos. Cerveja no bar. Festa com os mexicanos.
Etapa 5. Tomar banho. Escrever recados. Fechar a porta e... Ir!
quinta-feira, abril 09, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
Até Poznan até
Środa: Chegada às 6h à Centralyna. Neve e conversas pela manhã até às 10h. A minha massa com carne. Café no Marriot. Jantar todos no Kulturalna. Palhinhas no Park.
Czwartek: Passeio no Wilanów Palace. Livraria Traffic. Delikatesy (nie ma).Cerveja quente no Lemon (vai e volta). Bifinhos com cogumelos da Ana. Festa Erasmus do Semáforo no Vinyl. Mariana com mel. Preto de Chicago.

Piatek: Politecknica. Encontrar o Salva. Almoçar no Bar. Raptar o Salva. Ir a Praga. Igreja Ortodoxa com a Virgem dentro. Oops, afinal esta ainda é a Católica. Sinos da Igreja Ortodoxa. Centro Comercial em Praga. Em busca do sítio da vista. A criatura estranha na barraca com slot-machines. A casa do sem abrigo. Ver a vista através de vidros com pó. Estátua da poetisa. O semáforo mais baixo do mundo. A estátua que é uma banda que mandas uma SMS para um número e cria-se uma festa com música e luzes coloridas. Enfim, muitos momentos patrocinados pelo Livro do Ron. O café com nus na última sala do João (nie ma). Piotr. Tortilla Bar. Nachos. Momento Durão Barroso. Ópera e os tambores. Luzztro. (Dilema pijama de ir ou não logo aos Cartoons).

Sobota: Museu dos Cartoons (nie ma). Faculdade de Belas Artes e a sua exposição. Imagens a 3D da Antártida. O Kebab da Marszalkowska. Super Bolo na Ulica Fantasma e momento de drama. Encontrar a Sereia guerreira à beira Vístula. A busca do sítio-vista que afinal era mesmo em cima da ponte. Apresentar o Pewex. Cerveja no Bar Metal com a Iwona e o amigo. Jantar no sítio Aventura (que é como quem diz: forrar o estômago com paté). Shots. Procurar os 17 m2 da casa da Magda (nie ma). Acabar no Tomba Tomba. O Varão e as 8vodkas. Momento Ana: molhar os pés no Vístula. Momento João: atirarmo-nos para o chão em andamento. Pequeno-almoço muesli. As frutas que mexem. Maratona da Primavera. „You seem that you are having a lot of fun in Warsaw”. Dormir 2 horas.

Niedziela: Thriller Live no Sala Concertowa. Zlote Tarasy. International Dinner (empadão com carne). Conversas no 212.

Poniedzialek: Versão dupla do Arkadia. Cemitério Judeu ao lado de casa. Fazer rolinhos com a roupa que não se conhece. Piotr. Hard Rock Café. Inevitavelmente Nachos. A Magda e o noivo também. 100 zloties porno. Uwaga! 1.000.000.000 zloties. Klub 70’s. Bandeira. Uniforme. Cama.

Wtorek: Centralyna. O Diego com as compras. Últimas coisas a comer. Poznan. Chipiron! Zapiekankas e Kebabs. O Bar Rosa. Os picos e todos para a fonte. Menos um.
Środa: Desayuno. Super Dia de Sol. Pernas ao ar e deitados à frente da Catedral. Pé no Warta. Comida Polaca em frente à câmara municipal. Crepe de Chocolate. Peso e manhas. Concurso de discussões. Casa.


Tengo pedo papale! (Apanhar o uniforme)
No se me abrochan las pechugas.
Sabes lo que es una cama?
Quando yo he estado en Erasmus en Siena con mis amigos... bla bla bla... Zzz Zzz
Erasmus fingers (quando estoy cansada, sigo bailando)
En Portugal lo que hay de mejor son los sumos
Quando era pequeña, iba a España a por las galletas Lu.
Tu lo que quieres es apanhar no cu. (Y yo, ver los bisontes).
Eres una chicken: la unica portuguesa que no pone el pié nel Baltico. Bueno, que se joda.
Mi augo! Mi augo! Quiquiriquihaga?
Quemequeme! Quetequete?
Manolo ha rellenado la casa de pinguinos... debajo del tapete, nel corredor...
Que salgamos todos nela foto. Se no, me entristesco.
Can you makes a foto? Just press the big one.
Imajina: es un acontecimento unico y irrepetibile.
12 casas: 1 persona: 1 tren.
Zapraszamy (com la mano nela cara del taxista)
Esther Corazon: Que estava tan a tope en Burgos y nel Colegio Mayor de Estilo Gotico.
Lucia fofiña: Bueno, es un poco mongoloide quando intenta hablar português (desde Pedro)
Irenita: baila siempre robando carteras en Coslada. Quiero morir ya. Que? No me he enterado!
Nuria: Sujeta me. No me acuerdo. Que ha passado? He estado en Zakopane? Y el pendente? Y skio bien?
Alfonsito macho alfa: O pão quente. Troco galletas por sumos. Tu lo que quieres son brasileiras nel Luzztro.
Estoy a ir.
Creo que he posto cara de guarra =)
Hilipoyas

Czwartek: Passeio no Wilanów Palace. Livraria Traffic. Delikatesy (nie ma).Cerveja quente no Lemon (vai e volta). Bifinhos com cogumelos da Ana. Festa Erasmus do Semáforo no Vinyl. Mariana com mel. Preto de Chicago.

Piatek: Politecknica. Encontrar o Salva. Almoçar no Bar. Raptar o Salva. Ir a Praga. Igreja Ortodoxa com a Virgem dentro. Oops, afinal esta ainda é a Católica. Sinos da Igreja Ortodoxa. Centro Comercial em Praga. Em busca do sítio da vista. A criatura estranha na barraca com slot-machines. A casa do sem abrigo. Ver a vista através de vidros com pó. Estátua da poetisa. O semáforo mais baixo do mundo. A estátua que é uma banda que mandas uma SMS para um número e cria-se uma festa com música e luzes coloridas. Enfim, muitos momentos patrocinados pelo Livro do Ron. O café com nus na última sala do João (nie ma). Piotr. Tortilla Bar. Nachos. Momento Durão Barroso. Ópera e os tambores. Luzztro. (Dilema pijama de ir ou não logo aos Cartoons).

Sobota: Museu dos Cartoons (nie ma). Faculdade de Belas Artes e a sua exposição. Imagens a 3D da Antártida. O Kebab da Marszalkowska. Super Bolo na Ulica Fantasma e momento de drama. Encontrar a Sereia guerreira à beira Vístula. A busca do sítio-vista que afinal era mesmo em cima da ponte. Apresentar o Pewex. Cerveja no Bar Metal com a Iwona e o amigo. Jantar no sítio Aventura (que é como quem diz: forrar o estômago com paté). Shots. Procurar os 17 m2 da casa da Magda (nie ma). Acabar no Tomba Tomba. O Varão e as 8vodkas. Momento Ana: molhar os pés no Vístula. Momento João: atirarmo-nos para o chão em andamento. Pequeno-almoço muesli. As frutas que mexem. Maratona da Primavera. „You seem that you are having a lot of fun in Warsaw”. Dormir 2 horas.

Niedziela: Thriller Live no Sala Concertowa. Zlote Tarasy. International Dinner (empadão com carne). Conversas no 212.

Poniedzialek: Versão dupla do Arkadia. Cemitério Judeu ao lado de casa. Fazer rolinhos com a roupa que não se conhece. Piotr. Hard Rock Café. Inevitavelmente Nachos. A Magda e o noivo também. 100 zloties porno. Uwaga! 1.000.000.000 zloties. Klub 70’s. Bandeira. Uniforme. Cama.

Wtorek: Centralyna. O Diego com as compras. Últimas coisas a comer. Poznan. Chipiron! Zapiekankas e Kebabs. O Bar Rosa. Os picos e todos para a fonte. Menos um.

Środa: Desayuno. Super Dia de Sol. Pernas ao ar e deitados à frente da Catedral. Pé no Warta. Comida Polaca em frente à câmara municipal. Crepe de Chocolate. Peso e manhas. Concurso de discussões. Casa.

Tengo pedo papale! (Apanhar o uniforme)
No se me abrochan las pechugas.
Sabes lo que es una cama?
Quando yo he estado en Erasmus en Siena con mis amigos... bla bla bla... Zzz Zzz
Erasmus fingers (quando estoy cansada, sigo bailando)
En Portugal lo que hay de mejor son los sumos
Quando era pequeña, iba a España a por las galletas Lu.
Tu lo que quieres es apanhar no cu. (Y yo, ver los bisontes).
Eres una chicken: la unica portuguesa que no pone el pié nel Baltico. Bueno, que se joda.
Mi augo! Mi augo! Quiquiriquihaga?
Quemequeme! Quetequete?
Manolo ha rellenado la casa de pinguinos... debajo del tapete, nel corredor...
Que salgamos todos nela foto. Se no, me entristesco.
Can you makes a foto? Just press the big one.
Imajina: es un acontecimento unico y irrepetibile.
12 casas: 1 persona: 1 tren.
Zapraszamy (com la mano nela cara del taxista)
Esther Corazon: Que estava tan a tope en Burgos y nel Colegio Mayor de Estilo Gotico.
Lucia fofiña: Bueno, es un poco mongoloide quando intenta hablar português (desde Pedro)
Irenita: baila siempre robando carteras en Coslada. Quiero morir ya. Que? No me he enterado!
Nuria: Sujeta me. No me acuerdo. Que ha passado? He estado en Zakopane? Y el pendente? Y skio bien?
Alfonsito macho alfa: O pão quente. Troco galletas por sumos. Tu lo que quieres son brasileiras nel Luzztro.
Estoy a ir.
Creo que he posto cara de guarra =)
Hilipoyas
terça-feira, março 24, 2009
segunda-feira, março 23, 2009
Bisontes
Chegados a Białystok e não havendo mais formas de ir até Białowieża, fizemo-nos passar por um grupo de russos e ucrâniacos e aqui permanecemos.
Vários convites agrestes até que em Hajnówka uma velhota russa com dentes de ouro, nos leva a caminho de sua casa, até ao Parque de Białowieża onde, enfim vimos os únicos bisontes que existem na Europa! (Quer dizer, para além dos que existem a circular como imagem na garrafa de Żubrówka)
E ainda tivemos tempo para comprar meio mundo no Biedronka e para aprender a jogar Pocha.
sábado, março 21, 2009
Check
Slumdog Millionaire, em especial os significativos minutos do filme em que a trama se desenvolve em indiano com legendas em polaco
Visitas de Genebra e uh lá lá.. também Cracóvia, Aniversário, all night long no Luzztro, dramas familiares e desayunos potentes
Coraline a 3D + 1 (isto é, com a tradução simultânea boca-orelha, polaco-inglês já que o filme era 100% em polaco)
Alternativos no Pewex 26 e no Kulturalna
STOMP Concert: vassouras, pó, latas, paus, bacias, tintas, esfregonas, metais, enquanto suspensos, com cadeiras e isqueiros, lendo jornais, com garrafões, boias, sacos de plástico e coisas que fazem mais barulho como tampas de lixo e bidões.
ESN Party Change your sex no Cool de sac e a Prova da Verdade.
Babilon Party
Visitas de Genebra e uh lá lá.. também Cracóvia, Aniversário, all night long no Luzztro, dramas familiares e desayunos potentes
Coraline a 3D + 1 (isto é, com a tradução simultânea boca-orelha, polaco-inglês já que o filme era 100% em polaco)
Alternativos no Pewex 26 e no Kulturalna
STOMP Concert: vassouras, pó, latas, paus, bacias, tintas, esfregonas, metais, enquanto suspensos, com cadeiras e isqueiros, lendo jornais, com garrafões, boias, sacos de plástico e coisas que fazem mais barulho como tampas de lixo e bidões.
ESN Party Change your sex no Cool de sac e a Prova da Verdade.
Babilon Party
segunda-feira, março 09, 2009
Ski
A verdade é que nunca percebi muito bem o fenómeno do ski, mas também nunca me dediquei muito à matéria (nem muito, nem pouco, fiquemo-nos pelo nunca).
Havia em mim um qualquer tipo de sentimento que declamava: “Ah, e tal o frio e a neve”, acompanhadas por recomendações prematuras dos progenitores de: “Ele há pessoas que partem dentes e dão cabo dos joelhos.” Só o proferir estas frases, já me parecia uma actividade radical q.b. para mim.
E num contexto destes, desde tenra idade, se avizinhava difícil a associação da minha pessoa a qualquer tipo de participação num Campeonato de Ski de saltos, piruetas, pequenas e médias curvas, ou sequer atirar-caricas-ao-ar-na-neve, que necesitasse o envolvimento de mais de um participante e que exigisse a colocação dos ditos cujos esquis.
Mas sendo Zakopane a famosa capital de Inverno da Polónia, tornou-se necessário partir para o grande vale das montanhas Tatras, 10 horas pela noite, rumo a esta celebridade a 460km sul, para experimentar deslizamentos na neve e outras proezas congéneres, ou, que é como quem diz no meu caso, familiarizar-me com a geografia de uma estância de esqui, o perfil etário e social dos indivíduos que a utilizam e o material envolvido.
Dia 1
Uma vez em Kotelnica, e sendo que não possuíamos o equipamento necessário, como bom tuga, procedemos à busca do local mais barato para o aluguer do mesmo (em que o local escolhido, requeria uns 10 euros por 3 dias). Ora bem: ou trata-se de um preço muito barato, ou o equipamento está estragado, ou eles aqui roubam os esquis uns aos outros e depois abrem lojas de aluguer. Mas resulta que não. Parece ser prática habitual este preço reduzido, uma vez que o segundo lugar da lista pedia uns 15 euros.
Ok. Vamos lá dar uma oportunidade aos materias e experimentar esquiar. Que loucura!
Mal saí da loja, tento caminhar com as botas do peso do mundo e com a traquitana dos esquis e dos paus sobre as minhas costas, e vacilei. Mais parecia estar a transportar tijolos, com os pés atados um ou outro.
Mas não me detive. O facto de nunca ter esquiado na vida, nem ter qualquer tipo de conhecimento empírico, baseado na visualização de um número suficinte de filmes cujo argumento envolvesse o esqui, o inverno e que tais, pareciam pouco atravancar o inaugurar da experimentação.
Depois de quase cair naquela subidinha quem vai apanhar o teleférico quando ainda nem sequer tinha os esquis postos, lá atirei os esquis para o chão e em constante desiquilíbrio foi necessário uma senhora atracar-me os esquis aos pés. Fui a patear, ter com as duas amigas que me esperavam para apanharmos juntas o teleférico de três.
Ora, quando vais apanhar o teleférico, abre-se a cancela e é suposto dares uns passos para cima do tapete rolante e sentares-te quando se aproximar o teleférico. Acontece que (como a Eurosport TV nunca tinha estado ligada na minha presença quando estava a dar Ski Jumping, e tão pouco estive em sintonia com qualquer tipo de documentário da National Geographic que relatasse os preliminares do esqui, isto é, o subir de teleférico) eu desconhecia essa informação.
Sendo assim, a cancela abriu, as minhas amigas andaram e eu fiquei a olhar, ora como quem olha para elas, ora como quem olha para a cancela e se pergunta: “O que é que eu faço?” E a cancela fecha e as tuas amigas vão. E a cancela volta a abrir e tu ainda estás na parte do “..faaaaççoooo?” e a cancela volta a fechar e tu ainda não foste. E entretanto já tens uma fila de polacos das diferentes regiões da Polónia a insultarem-te em frases que nem daqui a 3 meses serias capaz de perceber. Lá decides dar uns passinhos para o tal tapete e sentas-te no teleférico.
É então que olhas para o lado e percebes que não vais só. Tens uma companheira de teleférico à qual quase gritas: “I don’t ski. Help me!” Ao que me retorquiu com um sorriso: “No English”.
Estava o caldo entornado. Estás pela primeira vez na vida a subir um teleférico, as tuas amigas estão 2 teleféricos à frente, as criaturas que se visualizam ao longe na pista parecem antes tratar-se de formigas a esquiar e a tua companheira é uma polaca que não fala inglês. Perfeito!
Pensei que estava numa telenovela indiana em que o final pouco ia diferenciar se ligasse a terminação do -641 a votar “Sim” ou do -642 a votar “Não”.
Deu-me para lhe dizer no meu polaco fanhoso: “Chamo-me Mariana”. Ao que ela respondeu: “Chamo-me Eva”. Sim... não fossemos ficar amigas para a vida ou ela salvar-me de algum tipo de avalanche e eu nem sequer sabia o nome dela. Parecia-me indelicado.
Depois de uns 20 minutos em vertigem e ainda em constante negação, chegou a altura de levantarmo-nos do teleférico. Claro está que, inevitavelmente, caí e dei de queixos no chão e perdi o cartão da pista. Lá vem um segurança que me recoloca na posição vertical e me puxa pelos paus para uma zona plana, já que aqui, até patear me parecia impossível. As amigas perguntam se está tudo bem e dizem que esperam por mim. Mas como o esperar por mim, me parecia uma tarefa potencialmente interminável e como nunca fui muito corta-mocas, também não ia ser agora que ia ser corta-skies e disse para elas irem andando e não se preocuparem que eu já ia lá ter. E assim foi.
Fiquei na parte plana no cimo da pista entrecalando o patear com o cair em série, chegando inclusivé a pedir auxílio a uma mãe que estava a ensinar esqui ao seu filho de 3 anos. Até que decidi procurar alguém a sério, que me explicasse pelo menos o abc de me manter parada na posição vertical. Até que um simpático jovem me informou que “instrutores em Inglês, só para amanhã.” E acrescentou. “Muito simples. Só tens que descer e ir lá abaixo fazer a reserva.” Acontece que, o só ter que ir até lá abaixo é bem mais complexo para quem nunca teve os pés atados a uns esquis na vida. Expliquei a minha situação de handicaped e, e enquanto caminhava para o teleférico numa distância de 3 metros, em que caí umas 3 vezes, logo perceberam que o meu caso era, digamos, especial.
Lá me deixaram descer o teleférico, não fosse este pequeno diabozinho manter-se muito mais tempo a entravar a pista.
Mas enquanto descia o teleférico (creio que a única pessoa que o desceu naquele dia tinha sido uma velhota, e porque se tinha lesionado), defrontava-me com a cara das pessoas que subiam e me olhavam com ar de quem se pergunta a si mesmo: "Porquê?" Como se me tivesse sido diagnosticado algum tipo de enfermidade. Inclusivé passa uma criatura sozinha num teleférico, que não teria mais que 5 anos, e com um arzinho cínico me diz: “Bom dia!”
Dia 2
Pontualmente apareço na Szkoła Narciarska Stok à descoberta de um Instrutor em Inglês que durante uma hora fizesse o possível para desfazer estas impossibilidades. Ensinou-me a travar e a girar numa pista que incluía uma pequena descida e em que tive colegas de 4 anos que esquiavam claramente melhor que a minha pessoa.
Adquiridos os princípios teóricos, volto à pista azul do dia anterior. Já subo razoavelmente o teleférico, mas mais uma vez dou com os dentes no chão. Lá começo com a Esther a esquiar, mas não quis obrigar o comum dos mortais a esquiar à minha velocidade de tartaruga. Demorei 2h30 a fazer toda a pista imbuída numa dor de pernas que apanha ali também os braços ao levantar.
Enfim. Movia incessantemente o meu pescoço de um lado para o outro. Tentava apreciar se já tinha descido muito e se faltava ainda demasiado para terminar. Já não olhava tantas vezes para um lado e para o outro, desde que me perdi no Continente. E aí tinha 4 anos e não sabia nem onde eu estava, nem onde estava a saída do supermercado.
Pois. Foi mais ou menos igual, mas numa pista de esqui. Depois de numa das quedas, ameaçar lesar o joelho, terminei o resto da pista com os esquis às costas.
Dia 3
Está bem que não era do pé para a mão que eu ia começar a esquiar, mas descer uma vez a pista que os meus amigos desciam umas 10vezes por dia, já se apresentava como uma missão.
Desta vez subi com o Alfonso e consegui não dar com os dentes no chão quando desci do teleférico. Com a maior das paciências, me acompanhou enquanto eu desviava e também enquanto eu caía.
Independentemente da matéria em questão, qualquer tipo de façanha só é conseguida quando se tem experiência na área para facenhear.
Mas sim, a Pista Azul, eu desci!
Havia em mim um qualquer tipo de sentimento que declamava: “Ah, e tal o frio e a neve”, acompanhadas por recomendações prematuras dos progenitores de: “Ele há pessoas que partem dentes e dão cabo dos joelhos.” Só o proferir estas frases, já me parecia uma actividade radical q.b. para mim.
E num contexto destes, desde tenra idade, se avizinhava difícil a associação da minha pessoa a qualquer tipo de participação num Campeonato de Ski de saltos, piruetas, pequenas e médias curvas, ou sequer atirar-caricas-ao-ar-na-neve, que necesitasse o envolvimento de mais de um participante e que exigisse a colocação dos ditos cujos esquis.
Mas sendo Zakopane a famosa capital de Inverno da Polónia, tornou-se necessário partir para o grande vale das montanhas Tatras, 10 horas pela noite, rumo a esta celebridade a 460km sul, para experimentar deslizamentos na neve e outras proezas congéneres, ou, que é como quem diz no meu caso, familiarizar-me com a geografia de uma estância de esqui, o perfil etário e social dos indivíduos que a utilizam e o material envolvido.
Dia 1
Uma vez em Kotelnica, e sendo que não possuíamos o equipamento necessário, como bom tuga, procedemos à busca do local mais barato para o aluguer do mesmo (em que o local escolhido, requeria uns 10 euros por 3 dias). Ora bem: ou trata-se de um preço muito barato, ou o equipamento está estragado, ou eles aqui roubam os esquis uns aos outros e depois abrem lojas de aluguer. Mas resulta que não. Parece ser prática habitual este preço reduzido, uma vez que o segundo lugar da lista pedia uns 15 euros.
Ok. Vamos lá dar uma oportunidade aos materias e experimentar esquiar. Que loucura!
Mal saí da loja, tento caminhar com as botas do peso do mundo e com a traquitana dos esquis e dos paus sobre as minhas costas, e vacilei. Mais parecia estar a transportar tijolos, com os pés atados um ou outro.
Mas não me detive. O facto de nunca ter esquiado na vida, nem ter qualquer tipo de conhecimento empírico, baseado na visualização de um número suficinte de filmes cujo argumento envolvesse o esqui, o inverno e que tais, pareciam pouco atravancar o inaugurar da experimentação.
Depois de quase cair naquela subidinha quem vai apanhar o teleférico quando ainda nem sequer tinha os esquis postos, lá atirei os esquis para o chão e em constante desiquilíbrio foi necessário uma senhora atracar-me os esquis aos pés. Fui a patear, ter com as duas amigas que me esperavam para apanharmos juntas o teleférico de três.
Ora, quando vais apanhar o teleférico, abre-se a cancela e é suposto dares uns passos para cima do tapete rolante e sentares-te quando se aproximar o teleférico. Acontece que (como a Eurosport TV nunca tinha estado ligada na minha presença quando estava a dar Ski Jumping, e tão pouco estive em sintonia com qualquer tipo de documentário da National Geographic que relatasse os preliminares do esqui, isto é, o subir de teleférico) eu desconhecia essa informação.
Sendo assim, a cancela abriu, as minhas amigas andaram e eu fiquei a olhar, ora como quem olha para elas, ora como quem olha para a cancela e se pergunta: “O que é que eu faço?” E a cancela fecha e as tuas amigas vão. E a cancela volta a abrir e tu ainda estás na parte do “..faaaaççoooo?” e a cancela volta a fechar e tu ainda não foste. E entretanto já tens uma fila de polacos das diferentes regiões da Polónia a insultarem-te em frases que nem daqui a 3 meses serias capaz de perceber. Lá decides dar uns passinhos para o tal tapete e sentas-te no teleférico.
É então que olhas para o lado e percebes que não vais só. Tens uma companheira de teleférico à qual quase gritas: “I don’t ski. Help me!” Ao que me retorquiu com um sorriso: “No English”.
Estava o caldo entornado. Estás pela primeira vez na vida a subir um teleférico, as tuas amigas estão 2 teleféricos à frente, as criaturas que se visualizam ao longe na pista parecem antes tratar-se de formigas a esquiar e a tua companheira é uma polaca que não fala inglês. Perfeito!
Pensei que estava numa telenovela indiana em que o final pouco ia diferenciar se ligasse a terminação do -641 a votar “Sim” ou do -642 a votar “Não”.
Deu-me para lhe dizer no meu polaco fanhoso: “Chamo-me Mariana”. Ao que ela respondeu: “Chamo-me Eva”. Sim... não fossemos ficar amigas para a vida ou ela salvar-me de algum tipo de avalanche e eu nem sequer sabia o nome dela. Parecia-me indelicado.
Depois de uns 20 minutos em vertigem e ainda em constante negação, chegou a altura de levantarmo-nos do teleférico. Claro está que, inevitavelmente, caí e dei de queixos no chão e perdi o cartão da pista. Lá vem um segurança que me recoloca na posição vertical e me puxa pelos paus para uma zona plana, já que aqui, até patear me parecia impossível. As amigas perguntam se está tudo bem e dizem que esperam por mim. Mas como o esperar por mim, me parecia uma tarefa potencialmente interminável e como nunca fui muito corta-mocas, também não ia ser agora que ia ser corta-skies e disse para elas irem andando e não se preocuparem que eu já ia lá ter. E assim foi.
Fiquei na parte plana no cimo da pista entrecalando o patear com o cair em série, chegando inclusivé a pedir auxílio a uma mãe que estava a ensinar esqui ao seu filho de 3 anos. Até que decidi procurar alguém a sério, que me explicasse pelo menos o abc de me manter parada na posição vertical. Até que um simpático jovem me informou que “instrutores em Inglês, só para amanhã.” E acrescentou. “Muito simples. Só tens que descer e ir lá abaixo fazer a reserva.” Acontece que, o só ter que ir até lá abaixo é bem mais complexo para quem nunca teve os pés atados a uns esquis na vida. Expliquei a minha situação de handicaped e, e enquanto caminhava para o teleférico numa distância de 3 metros, em que caí umas 3 vezes, logo perceberam que o meu caso era, digamos, especial.
Lá me deixaram descer o teleférico, não fosse este pequeno diabozinho manter-se muito mais tempo a entravar a pista.
Mas enquanto descia o teleférico (creio que a única pessoa que o desceu naquele dia tinha sido uma velhota, e porque se tinha lesionado), defrontava-me com a cara das pessoas que subiam e me olhavam com ar de quem se pergunta a si mesmo: "Porquê?" Como se me tivesse sido diagnosticado algum tipo de enfermidade. Inclusivé passa uma criatura sozinha num teleférico, que não teria mais que 5 anos, e com um arzinho cínico me diz: “Bom dia!”
Dia 2
Pontualmente apareço na Szkoła Narciarska Stok à descoberta de um Instrutor em Inglês que durante uma hora fizesse o possível para desfazer estas impossibilidades. Ensinou-me a travar e a girar numa pista que incluía uma pequena descida e em que tive colegas de 4 anos que esquiavam claramente melhor que a minha pessoa.
Adquiridos os princípios teóricos, volto à pista azul do dia anterior. Já subo razoavelmente o teleférico, mas mais uma vez dou com os dentes no chão. Lá começo com a Esther a esquiar, mas não quis obrigar o comum dos mortais a esquiar à minha velocidade de tartaruga. Demorei 2h30 a fazer toda a pista imbuída numa dor de pernas que apanha ali também os braços ao levantar.
Enfim. Movia incessantemente o meu pescoço de um lado para o outro. Tentava apreciar se já tinha descido muito e se faltava ainda demasiado para terminar. Já não olhava tantas vezes para um lado e para o outro, desde que me perdi no Continente. E aí tinha 4 anos e não sabia nem onde eu estava, nem onde estava a saída do supermercado.
Pois. Foi mais ou menos igual, mas numa pista de esqui. Depois de numa das quedas, ameaçar lesar o joelho, terminei o resto da pista com os esquis às costas.
Dia 3
Está bem que não era do pé para a mão que eu ia começar a esquiar, mas descer uma vez a pista que os meus amigos desciam umas 10vezes por dia, já se apresentava como uma missão.
Desta vez subi com o Alfonso e consegui não dar com os dentes no chão quando desci do teleférico. Com a maior das paciências, me acompanhou enquanto eu desviava e também enquanto eu caía.
Independentemente da matéria em questão, qualquer tipo de façanha só é conseguida quando se tem experiência na área para facenhear.
Mas sim, a Pista Azul, eu desci!
segunda-feira, março 02, 2009
sábado, fevereiro 28, 2009
Uniformes
De Pavia (que é como quem diz Praga, ou mesmo antes Auschwitz), de avião, que é como quem rectifica, oops.. afinal vamos de comboio, chegou a delegação tuga (Fonfon, Teixeireza e companhia limitada: mais duas simpáticas erásmicas em Itália).
Entre festas surpresa, de máscaras improvisadas até ao Vinyl, fomos passear para a Old Town, ingressando no Museum of the History of Warsaw... até que, e qual escolinha, às 15h30 toca a campainha e somos expulsos do museu, enquanto as luzes apagavam à medida que avançávamos as salas.
Passeios nocturnos no Palácio Sobre a Água, mas o melhor é não perder muito tempo na escuridão senão fiquemos presos no parque e não encontramos o bosque1 que faz cruzamento com o pinhal2, que é o indício de como voltar para casa.
E nada melhor que acabar com um concerto no Hard Rock Café, sangria na resi e noite no Opera!
Entre festas surpresa, de máscaras improvisadas até ao Vinyl, fomos passear para a Old Town, ingressando no Museum of the History of Warsaw... até que, e qual escolinha, às 15h30 toca a campainha e somos expulsos do museu, enquanto as luzes apagavam à medida que avançávamos as salas.
Passeios nocturnos no Palácio Sobre a Água, mas o melhor é não perder muito tempo na escuridão senão fiquemos presos no parque e não encontramos o bosque1 que faz cruzamento com o pinhal2, que é o indício de como voltar para casa.
E nada melhor que acabar com um concerto no Hard Rock Café, sangria na resi e noite no Opera!
domingo, fevereiro 22, 2009
Colónia
sábado, fevereiro 14, 2009
Parabéns: Sto Lat
O Pré-Cumple começou 2 dias antes com rebuçados e post-its diários dando sinais de uma contagem decrescente que ia notificando quantos dias faltavam. Na véspera limite, juntam-se duas amigas visitas vindas directamente de Portugal. :) E assim fomos entre Zywiecs experimentar o mais típico da Polónia: um Restaurante Checo (mas há um bom motivo para valer a pena travar conhecimento com este restaurante, é que aqui os pratos deixam de lado o típico contorno circular, e optam por ser antes pirâmides literais de comida). Entre indisposições e chás, a equipa transferiu-se para o Plano B.
E foi assim em Varsóvia, que quase homónimamente podia ter sido no Porto, onde aconteceu a 00h00: com cartazes, rosas, bolo de fósforos e muita cerveja . Uma vez a equipa animada, decidimos continuar lançar o pânico para o Zoo (bar aberto de vodka e a menina não paga porque faz anos). Escusado será dizer que toda a equipa apanhou um mega uniforme.
Estavam lançadas as coordenadas da Sexta-feira treze!
Fomos ao Warsaw Rising Musing, com interrupção para almoço no Bar Mleczny Familíjny (agora sim, o mais típico dos restaurantes polacos, com o mais típico dos menus: pierogis). Entretanto, o que tinha sido até aqui uma aprazível escassa queda de neve, transforma-se numa quase alavanche cortante para todos os olhos turísticos, e entre passeios na Nowy Swiat, fomo-nos resguardar no coração de Chopin na Holly Cross Church.
E assim se passou uma tarde de paragens térmicas repetidas, entre fotos e largas conversas, um chocolate quente e um Brownie com velas no Hard Rock, rematando com o jantar no Clube de Jazz da Old Town.
Os meus 5 sentidos tinham sido profundamente restringidos! A Visão: nem vê-la; a audição: só me permitia ouvir passos distantes e buzinas já quase sobre mim; o tacto: sobretudo o pernil, permitia-me caminhar sobre largos centímetros de neve, tentando decifrar através do tipo de pedra calcada o sítio onde estava, aliado-se a um tacto manual, ou antes bracil, agarrando-me a 2 pessoas como qual indivíduo recentemente aleijado; o olfacto: estava igualmente diminuído porque a venda também me tapava o nariz, e por fim, o paladar: encontrava-se mais ou menos igual, sabia-me a pato do jantar, mas não ia ser ele seguramente que me ia ajudar a decifrar o caminho.
Ele houve tudo neste Blind Warsaw Tour by night. Deslizar na neve e quase cair, descer escadas íngremes, atravessar passadeiras com carros a apitar, subir a trams, agarrar-me a pessoas desconhecidas, apanhar autocarros, andar ao colo qual saco de batatas a correr, e tenho quase a certeza, também houve o andar às voltinhas para fazer tempo, isto enquanto guerras de neve iam surgindo mesmo sobre a minha cabeça. Finalmente, depois de descer mil escadas, ainda em modo saca de batatas, chego a um sítio fechado, (ainda pensei que poderia estar num castelo medieval, mas a segurança de saber que eles há noite aqui estão encerrados, permitiu-me descartar essa possibilidade)
Até que pousam o saco de batatas ao chão, vulgo “Eu” e, depois do silêncio, começo a ouvir música... Tiro a venda.. Abro os olhos (rezando a todos os santinhos para que não me tivesse caído uma lente de contacto, de tão apertadinha que estava a venda), e lá pisco os olhos e vejo... TODA A GENTE! Os meninos todos da Riviera, os meninos polacos. Mas ainda não tinha percebido! Onde é que eu estou? Salão de Festas da Karolkowa oshemdishemesteri! Oh! Obrigada!!!
Claro está, que a Sangria existente e o fim da noite no Underground me impedem de contar o resto. Mas há balões azuis e cartazes gigantes que são provas vivas de que ela existiu.
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