Num ímpeto do culminar que têm vindo a ser estas 24horas diárias de decisões e indecisões que sou forçada a tomar, pensadas e repensadas, com mares por mim nunca dantes navegados de opções apelativas em jogo, decidi que não. É melhor.
O que me inquieta agora a cabeça, veio directamente dos olhos e enjoa.
Porque não tive acesso a este quadro pelas suas palavras?
Apesar de repetir a mim mesma, vezes e vezes a fim, que certamente não é isso, ou se assim for tentar aceitá-lo como normal, não consigo.
Luto contra esta repulsa, fruto do desconhecimento, mas não lhe resisto.
Um intrincado abrir da mente infidavelmente mais poderoso que o mais rápido abrir de olhos ameaça-me o sonho. E a verdade é que ousei sonhar com o sonho, muito mais do que sonhar por sonhar.
Enfadada de pensamentos intrínsecos inerentes à vida real, enderecei-me para Barcelona.
E agi muito bem, não me arrependo nem um bocadinho.
Pela terceira vez, visitei uma cidade cada vez mais espectacular, com pessoas tão acolhedoras e boas vivãs, quanto ela. Altas churrascadas, estufados, grandes noites, compras espectaculares, comida apetitosa, diarreia mental, conversas, tudo...
Foram sem dúvida aqueles dias que eu procurava.
Muchas gracias.
domingo, janeiro 21, 2007
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