Eu sei que andas a apanhar cogumelos!
Uma, duas, três vezes ou mais.
Deambulando às escondidas
Dos outros, de mim e de ti próprio.
Eu nunca os apanhei,
Nem aqui nem em lado nenhum.
Não é que tenha nada contra,
É antes que a mim dizem-me pouco.
Só não percebo porque os escondes?
Porque fojes? Porque mentes?
Porque me queres vendar
Aquilo que há já muito sei?
É isto que te faz diferente
E não a porcaria dos cogumelos.
Esse teu mundo,
Tão demasiado teu ,
Tão demasiado repleto
De camadas de mentiras,
De cogumelos,
De desculpas esfarrapadas,
De níscaros e fradelhos,
De certo para ti proibídos e oprimidos,
Faz-me repensar-te!
Deixa de lado esse teu eu intocável
e diz-me:
"Apanho cogumelos!"
É que a verdade alivia mais do que magoa,
E a repetição não transforma a mentira em verdade.
Estranho, mas verdade!
quinta-feira, janeiro 25, 2007
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