quinta-feira, setembro 11, 2008

Cisões

Tinhas esse andar decidido de quem anda à procura do que não sabe.
Não havia varandas, nem cafés, nem cigarros. E agora ouço vespas e zumbidos esquesitos de uma frequência que já não é assim. Se soubesses ao menos que música é esta. Nem sequer sabes o que estou a ouvir.
Que mais hei-de eu fazer ou não fazer? É um desespero que reconhece os seus limites. Um equilíbrio desalinhado. Mas sabes que não existe? São manchas que desaparecem com o tempo. Apenas resta a maçaneta dourada que abre a porta verde e range.
O silêncio cobre-me outra vez e eu já não tenho corpo suficiente para aguentar com este peso. Só quero um bater de pestanas cada vez mais lento, até deixar de ver que aquelas formas já não estão. Nem sequer aquelas. Nem isto.
Não. Preciso gritar mais alto que estas regras que me regulam.

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