sábado, outubro 01, 2011

SAS

Buenos Aires


Rosario


Alta Gracia


Cordoba


La Cumbre


Cerro uritorco


Mendoza


Pré-cordilheira


Puente del Inca


Santiago


Valparaíso


Viña del mar


Colonia del Sacramento


El Calafate


Glaciar Perito Moreno


Cerro frias


Isla Pinguin


Ushuaia

sexta-feira, setembro 09, 2011

Pastcard

terça-feira, setembro 06, 2011

Começa por p


...mas não são pérolas!

quinta-feira, setembro 01, 2011

Mudanças

"Lembranças do passado,
Tempestades ridículas,
Foram as montanhas da vida,
Que me trouxeram ao de cima.

Roubar era só o que queria,
Era filho da rua,
Girava de noite e de dia.

Mergulhar na felicidade,
Mantenho a esperança,
Fico à espera da oportunidade,
Coisa que não me cansa.

Criança fui ontem,
Adolescente sou hoje,
Um dia quero ser um homem,
Mas disso ainda estou longe.

Problemas invisíveis,
Escuridão da vida,
Foram tempos difíceis,
Para um jovem sozinho
Num caminho assombrado,
Mas o espírito foi perdoado.
Perdoado fui eu,
Já fui réu,
O dinheiro não cai do céu.

Um passado recordado,
Uma passagem horrível,
Cheio de receios,
Foram momentos terríveis."

B.

quarta-feira, agosto 24, 2011

Pérolas cá de baixo

- Sô dotora, tive um timor na tirói.

- Atirei o cāo pela janela porque ele me chamou 29vezes prostituto.

quinta-feira, agosto 18, 2011

Rui Veloso

@ Quartel da Atalaia

segunda-feira, agosto 08, 2011

The National

@SW

Interpol


@SW

terça-feira, julho 26, 2011

Até Sevilha

Da Isla Cristina e un poco de sol… até Sevilha à Feria del Barrio na Calle Betis. Olé!

segunda-feira, julho 25, 2011

Sea Faris

Ao fim ao cabo, ao faro do fim do mundo vêm visitas.
Vieram refrescar e despentear, não só o ambiente.


Vieram veranear e cruzeirificar, porque essas citadinas e insulares também estão e têm férias.


Partimos rumo ao Barlavento Algarvio e atracámos na Praia do Pontal sob o seu submarino diante das suas grutas, até que o sol se pôs na Praia da Falésia.


Posteriormente foi a vez do Ancão e do seu momento no Tropical.

No Algarve ainda não é Agosto e ainda não estão 30ºC.
Ainda.

domingo, julho 10, 2011

Diabo na Cruz


@ Alive

TV On The Radio


@ Alive

Foals


@ Alive

Kaiser Chiefs


@Alive

White Lies


@Alive

Linda Martini


@Alive

Wu Lyf


@ Alive

segunda-feira, julho 04, 2011

EFPT



@Prague

domingo, junho 26, 2011

Ma Granada

M.
Chueca. Via lactea. Estacion Sur.

G. Fiesta del Agua de Lanjaron. Playa Salobreña.
La Feria de Granada. Tapas. El Pescador.
Alhambra.

segunda-feira, junho 20, 2011

London

Maudsley. Denmark Hill.
Filipa. Shepherd's Bush.Marisa. London Bridge.
Mara. Brick Lane.
Braga. Regent's Park.

segunda-feira, junho 06, 2011

Sines

e os seus bailes foram bons.
Mas aquilo não era música muito menos um festival sério.

domingo, maio 29, 2011

Praia de Faro

e os seus guarda-sóis

quarta-feira, maio 25, 2011

The National


@Campo Pequeno

sábado, maio 21, 2011

Carvoeiro

domingo, maio 15, 2011

Fatboy Slim


@QdF

domingo, maio 01, 2011

The Divine Comedy


@QdFP

sexta-feira, abril 29, 2011

mil abril

Apreciei por de trás do ombro.
Acabei a recordar aquelas noites quentes de plástico, em que os velhotes se sentam à volta de cadeiras e discutem o tamanho dos calções dos netos, analisando os erros de gramática que estes deram na escola por tudo estar tão diferente.
Está abafado e ainda é Abril. Lâmpadas rosa intercalam com luzes azuis atrás do barulho das carrinhas de gelados que dobram a esquina, anunciando-os.
Cabelos compridos de areia e chinelos que deixam algas de comichão por entre os dedos, com toalhas no ombro prontas para algo fresco, como uma cerveja. Corpos novos de ginásio e outros nem tanto, sobre esses banquinhos debaixo de guarda sois, sentados com pernas à xadrez, perante um qualquer jornal ou fofoca.
Carros em fila, de janelas abertas ao sabor da música e do vento.
Bolsos despreocupados, porque afinal sempre estão de férias.

quarta-feira, abril 20, 2011

Sabias?

"As we know, there are known knowns: there are things we know we know. We also know, there are known unknowns: that is to say we know there are some things we do not know. But there are also unknown unknowns: the ones we don't know we don't know."

Donald Rumsfeld

quinta-feira, março 31, 2011

Alucina

quarta-feira, março 16, 2011

EPA Vienna

Entrar no terreno foi o que foi.
Ciência pura, interactividade, futilidades e devaneios que é do que isto afinal é feito.Faltar-me-á sempre aquela vez em que poderia ter ido à casa do Pai Sigmund Freud e todas essas coisas que não fossem na Aristides de Sousa Mendes Promenade, que foi para o que fui e é muito do que levo.

quinta-feira, março 10, 2011

domingo, fevereiro 27, 2011

Aveiro

Dos Moliceiros à Barra!

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

25

Um quarto de século ou um quarto de tudo.
Mais ou menos do que um quarto de tudo?
Um quarto de certas coisas, um certo quarto de outras.
O rato roeu a rolha da garrafa do Rei da Rússia.
Não!
Não é isto que eu quero fazer com isto.
- Não roeu?
Não é isso.
Não gosto.
- De quê?
Disto.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Noiserv


@Teatro Lethes

domingo, janeiro 30, 2011

Torres Vedras

Atrás da orelha, onde a Liliana era a directora da escola!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Cientista e a fórmula deprimente

Hoje, 24 de Janeiro, é o dia mais deprimente do ano, segundo uma fórmula matemática concebida por um cientista britânico da Universidade de Cardiff.

1/8C+(D-d) 3/8xTI MxNA.

“C” corresponde ao factor climático: em Janeiro, os dias são cinzentos e frios;
“D” representa as dívidas adquiridas durante a época do Natal e que agora terão de ser pagas, uma vez que o pagamento dos cartões de crédito é feito no final do mês.
“d” em minúscula significa os custos monetários relativos ao mês de Janeiro
“T” é o tempo que passou desde o Natal.
“I” representa o período desde a última tentativa falhada de abandonar um mau hábito: os bons propósitos feitos no início do ano – como as idas ao ginásio, deixar de fumar e comer melhor - começam a ficar para trás.
“M” são as motivações de cada um
“NA” a necessidade de fazer alguma coisa para mudar de vida.

Deixo tudo isto à reflexão e consideração de cada qual.

E isto também.
@DPSM

sábado, janeiro 15, 2011

F

Era rezingona e engraçada nos seus 52 anos. Pedia SOS à noite porque não conseguia dormir. Tinha a boca seca e queixava-se das ampolas. Foi de fim de semana a casa pagar a água e a luz. Estava muito melhor e ia ter alta para cuidar da mãe.
Mas no dia 14 já não tomou pequeno almoço, nem voltou a acordar. Parou.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Uma semana

Uma semana passou. Uma semana de quase tudo um pouco, porque afinal estamos no ALL(most)garve.

Vinda de cima, ainda Domingo, fui logo ver uma casa e apalavrei-a. Mentalmente decidi que seria aquela. Quem não vive no seu lugar, não vive tanto, e ter casa parecia-me crucial e urgente para bem viver.
Sendo assim, vivo praticamente em frente à Estação de Comboios, mais precisamente no Largo de Camões num T1 com garagem.
Não deixa de ser irónico passar da Calçada do Combro para o Largo de Camões, uma vez que se fosse na outra cidade, corresponderia a uma mudança de 3 minutos, em vez de uma mudança de 3 horas.
Mas entre ficar e não ficar com a casa, tratar do contrato e das limpezas, ainda fiquei 3 dias hospedada numa bela casa em frente à Horta.
Voltemos a Domingo. O carro ficou logo na garagem da futura casa porque todo ele, ora era para o lado, ora era para trás, ostentava traquitangas várias que me tinham dificultado a tão arriscada condução finda em Faro. Foi-me então concedido pela intermediária abrigar o carro na dita garagem, e antes ali do que na rua, o que me resolveu logo essa dificuldade.
Mal saí pela porta da garagem, o cinzento IO esperava-me: tinham-me vindo buscar. Enquanto eles arrumavam as suas coisas, eu ia quer atrapalhando, quer pondo música, até que acabámos por nos reunir a jantar.

O dia seguinte foi o da apresentação dos Internos. Às 9h00 tínhamos que estar todos no Hospital de Faro. Após ouvirmos a apresentação do Director do Internato, cada um de nós, um a um teve que se apresentar, dizer de onde era e porque razão tinha escolhido Faro. Admitimos respostas entre o cómico e o provocatório, e fomos todos tomar café, para posteriormente nos dirigirmos a cada um dos serviços.
Já ia a manhã a meio e agarrámos na Interna de Pneumologia e lá fomos para o outro Hospital.
Saímos do Taxi e avistámos as afamadas palmeiras: era ali. No piso de baixo descobria-se a Pneumologia e no de cima a Psiquiatria. Algures no CDP separámo-nos e comparecemos perante a Directora de Serviço que, mais uma vez nos apresentou a toda a gente e explicou todas as instalações.

No primeiro dia inauguramos o Café Âncora, outro dia jantámos as duas, quais colegas de especialidade na “Adega Nortenha” na baixa, no dia seguinte foi no afamado “Rainha” com todos os Internos de Especialidade e IAC’s, e a semana encerrou com um aniversário na Vila Francesinha.
No fim-de-semana, já que estamos no ALLgarve e ainda é Inverno, foi para explorar os Shoppings!: um dia ao cinema do Forum Algarve, outro dia à Fnac do AlgarveShopping.

Embora não haja sol, nem praia, parece haver espírito.
Enquanto vai passando uma semana. Uma semana a menos. Dia após dia a mais.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Mudar de vida

O ano acabou e Lisboa também.
Acabou no Ateneu por entre crianças e apitos e foi dar onde as Cebolas se defrontam nos Campos. Restava acabar o Combro e a Calçada, o 52 e o seu 2º esquerdo. Faltavam as mudanças.
Era cedo na manhã de Domingo e apenas terminava os últimos preparos para erguer o carro e partir rumo ao Sul. Por entre subidas e descidas, por entre jornadas de casa ao parque, uma delas pregou mais alto e só se ouviu "Pum!"

E ali fiquei eu, do lado de fora da porta do que iria ser em breve, a minha antiga casa.
Sem chaves de casa, sem chaves do carro, sem telemóveis, sem carteira, sem dinheiro e sem casaco. Enfim, despida do essencial.
Nada haveria de estranho a contar, se tudo tivesse acontecido 5 minutos depois, e todos esses meus pertences estivessem do lado de fora da porta.
O Combro acabava quando a porta batesse e eu tivesse tudo comigo. Era assim que estava escrito e era conforme deveria ser: uma espécie de ordem ou processo natural das coisas.
Mas 5 minutos faziam e fizeram a diferença.
E eu tinha assuntos e interesses acordados em Faro dali a duas horas. Não havia tempo para brincadeirinhas desta espécie.
Mas de facto não era uma partida e após ser muito abanada, a porta não abria mesmo.
Teria que inventar um Abracadabra que por um qualquer acto de magia fosse capaz de abrir a porta?
Ora pela manhã, com as ideias nos bolsos, havia que engendrar.

Uma amiga de amigo viria em breve num par de horas a ser vizinha de baixo da minha quase antiga casa e havia que entrar em contacto com ela. Só que ali estava eu e não possuía um telemóvel.

A florista barra loja de couves do andar de baixo (onde durante aquele ano nunca lá tinha ido), era o único estabelecimento aberto nas redondezas no primeiro Domingo do ano.
Tal, parecia ser o primeiro passo de esperança de que tudo poderia vir a experimentar uma solução. Entrei na loja e ali estava ela, de caracóis negros e lábios vermelhos com um pé de alface na mão. Expliquei-lhe o que tinha acontecido. Sorriu e disse “Não falo!” Eu ainda tentei “Em English?”, ao que ela retorquiu “No. Bulgaria.”
Detinha perante mim a única pessoa que me podia ajudar, mas que não me entendia. Imitei sinais com os dedos, em jeito de marcar um número de telefone, acompanhados de sons que tentavam retratar o famoso “Trim!”. Ela entendeu, erguendo-me entre um sorriso, o seu telemóvel. Fiz uma chamada que prometia ser desencadeadora e dar lugar ao processo de contactar a futura vizinha. Fiquei de aguardar uma outra chamada. Mas era-me insuportável e impraticável conseguir esperar. Receosamente pronuncio permissão para realizar outra chamada. Fez logo sinal que sim, o telemóvel é que não. Tinha-lhe esgotado o saldo!
Pedi-lhe mil desculpas, ela afagou-me em sinal de despreocupação, compactuando com o meu sofrimento, embora não compreendesse.

Tinha que agir de outra forma. O tempo passava e a porta continuava fechada.
Lembrei-me dos vizinhos do lado. Mas o ano também tinha passado e eu nunca tinha falado com eles. Mais vale tarde do que nunca, pensei. E se havia dia, era aquele. Assim foi. Toquei à campainha e abriram-me a porta. Ali estava eu do lado de fora da porta de casa dos meus futuros ex-vizinhos do lado, porta com porta. Eram indianos, mas falavam bem Português. Simpáticos, igualmente eles me emprestaram o seu telefone. Entre chamadas, acabei por convocar os bombeiros. Agora tinha que esperar: por eles e pela polícia. Mas eles estavam a almoçar, pelo que tudo prometia demorar.
Os vizinhos indianos aprontaram-se em oferecer o seu sofá e em dar-me a provar as suas iguarias hindus. O tempo previa-se não passar. E ali estava eu: quietinha, super sentada no sofá indiano, mesmo ao lado dos vários comandos ocidentais, com os joelhos quase a ofender o armário da frente, onde entidades ancestrais indianas perfilavam perante os meus olhos e eu aprumava diante deles.
Discretamente admirava tudo o que se expressava ser a sua casa. Mesmo do outro lado da porta da minha, onde se registavam arquitecturas, interesses, sabores e odores de vidas tão distintos. E naquele último dia eu estava do outro lado, das suas mãos, do seu lugar. Teríamos sido os vizinhos mais atípicos e menos confraternizadores. Parecia irónico o ano começar assim, entendido do outro lado.

De repente avisto lá em baixo o camião dos bombeiros. Praticamente saltei do sofá. Toda eu era uma vontade imensa de terminar aquele ritual. Queria abrir a porta e poder partir.
Vieram os bombeiros e a polícia. Mas eu já não tinha nada dentro de casa, nem sequer nenhum comprovativo que demonstrasse que eu morava ou teria morado ali.
Ninguém sabia como podia ou não agir. Era necessário cumprir protocolos e leis.

Poderia não ter batido a porta? Poderia não ter começado aquele primeiro Domingo assim?

Podia, mas não tinha sido a mesma coisa.
E a porta abriu-se!

sexta-feira, dezembro 31, 2010

f Iac

Acabou a Medicina.
Acabou como começou: com um banco.
Sem apresentações e sem despedidas.

Para trás sangue, suor e lágrimas.
Para trás gasimetrias, noites no Hospital de Dia, discussões diárias e visitas semanais.
Por entre olhos revirados e sorrisos.
Acabou o piso 3. Acabou a Ortopedia.
Acabou à mesma hora.
E acabou mesmo.

E acabou o Ano Comum.
E em breve acaba o ano.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Yeah Yeah Yeahs


Assim uma tarde de fundo azul deu lugar a uma noite com ponto rosa.
De músicas e devaneios.
Vais fazer falta nesta Ponta.

sábado, dezembro 25, 2010

IACXMAS

terça-feira, dezembro 14, 2010

Assembleia da República


Da Varanda. Com a M. e a C. Obrigada L.P.A.
Pela Mini-Constituição também.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

domingo, dezembro 05, 2010

I Blame Coco


Bes, Arte e Finança
@SBES

Lula Pena


Terraço do Hotel Tivoli
@SBES

sábado, dezembro 04, 2010

Faro

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Psiquiatria

em Faro é o que aconteceu!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Ajuda

terça-feira, novembro 23, 2010

Jamie Lidell


@ Casino Lisboa

quinta-feira, novembro 18, 2010

?

sábado, novembro 13, 2010

Interpol



@CampoPequeno

segunda-feira, novembro 01, 2010

sexta-feira, outubro 22, 2010

SBV

- Senhor Armindo! Está-me a ouvir?
Ajuda!

Permeabilizar a via aérea
Ver, Ouvir, Sentir (10seg)
Se respira: Posição Lateral de Segurança
Se não respira: 30 compressões (100/min) e 2 ventilações (10/min)

Porque a Paragem cardíaca é a principal causa de morte na Europa (700.000/ano) e iniciar precocemente a ressuscitação cardiopulmonar pode triplicar a sobrevida das vítimas em Paragem por Fibrilação Ventricular.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Galerias

As Galerias Romanas, a cinco metros abaixo do solo da baixa pombalina, foram descobertas durante a reconstrução da cidade após o grande terramoto de 1755.

Contudo, podem apenas ser visitadas uma vez por ano, uma vez que estão submersas num nível de água elevado, e a sua bombagem é um processo moroso, que aparentemente levanta problemas de conservação do próprio edifício e dos edifícios anexos, se retirada mais frequentemente.

Devido à grande adesão do público a estas visitas, demorámos 3 horas desde demarcar a ponta da fila com o pequeno-almoço, até sair pela tampa de saneamento da Rua da Prata.

Mas valeu muito a pena, que a Senhora das galochas narrava histórias acertadas e mostrou uma inscrição em latim dedicada a Esculápio, que afinal era o Deus da Medicina.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Confúcio

Depois do choque de voltar da China, nada como aprender Chinês como provocação.

O objectivo era aprender a falar e escrever o básico, ou pelo menos compreender e falar um bocadinho de Chinês simplificado, ou cá entre nós mandarim, e reconhecer o máximo de símbolos que depois de um dia de trabalho em Medicina se pode conseguir.
Embora haja mais de 50mil caracteres chineses, se mais de 1 bilião e meio de pessoas do outro lado do mundo consegue ler e falar este idioma, nada como também dar uma oportunidade à língua deste lado do planeta.
E assim me inaugurei no Instituto Confúcio.

Ora, depois de um dia de trabalho, aprender Chinês não só é muito terapêutico, como é de morrer a rir.
A Professora e toda a classe riem-se constantemente dos ruídos e sonidos, que muitas vezes nos saem literalmente ao lado, sempre que alguém tenta com coragem, começar a repetir um dos requisitados sons das várias combinações de iniciais e de finais.
E aí muitas vezes é o pim pam pum. Aprende-se a colocar a língua nos dentes para ser mais chinês e o som sair de uma forma mais autêntica. Mas por vezes torna-se difícil.
A própria professora também se baralha um bocado, mas já ela, é mais no Inglês, porque diz sempre “Do you think so?” quando quer dizer “Don’t you think so?”

Sim, nem sempre se percebe, daí o Chinês ser Chinês.

domingo, setembro 19, 2010

Retida na China

Era o nosso último dia na China.

O relógio marcava 7horas e 29minutos quando chegámos à Estação de Comboio de Pequim.
Muita coisa ainda ambicionávamos cumprir naquelas atribuladas 24 horas, contudo visitar o Hospital, conhecer a Maria e ir ao Estádio Olímpico pareciam os objectivos mais pretendidos.

Depois de visitarmos com o Prof. Wu a Beijing Chinese Academy of Medical Sciences, entrámos num táxi em direcção ao Qian Men Hostel, onde tudo tinha para nós começado há 3 semanas atrás. Era aí que íamos deixar as mochilas, enquanto aproveitávamos aquele último dia.

Na expectativa da resposta da Maria, fomos passear no Hutong atrás do Hostel, circunstância ideal para negociar e adquirir um chapéu chinês.
Entretanto, se de facto o que estávamos a fazer eram compras, decidimos partir para um highlight que nos faltava, o Panjiayuan Antique Market, famoso mercado ao ar livre, reconhecido como programa indicado para todo o tipo de pessoas, que considerámos ponto ideal para dar continuidade a este importuno ímpeto de consumo, uma vez que se assegurava aí ser possível encontrar de tudo.

Acabados de chegar nem há 5 minutos, separo-me da Luísa e do Miguel para ir à casa de banho. O mercado é imenso, labiríntico e repleto de gente. Sigo as placas que indicam Toilet, ainda inconsciente do meu trágico destino.
À saída, de repente, entrevejo um esticão e assim que atento, tinha a mochila aberta, completamente aberta. Roubaram-me tudo o que para mim era tudo!

Naquele instante, não consegui pensar. Não me era possível declarar em palavras aquilo que o meu cérebro já tinha concluído. E não conseguia encontrá-los de volta naquela confusão onde os tinha deixado minutos antes. E não sabia o que iria fazer, nem o que me iria acontecer, mas queria muito agir, e rápido.

Ainda em alvoroço, encontro-os e relato o que tinha acabado de ocorrer. Tinha sido assaltada. Roubaram-me tudo: passaporte, visto, bilhete de identidade, carta de condução, cartões de crédito, débito, euros e yuans. Tudo, literalmente tudo, e faltavam poucas horas para o meu suposto regresso.

Não tinha nada e não era ninguém.

Em sobressalto, saímos do mercado e tentámos apanhar um táxi de volta ao Hostel. Esperava aí ter as fotocópias dos documentos, e que estas me permitissem arranjar uma solução fugaz. Tinha esperança que tudo tivesse passado de um pesadelo.
Entre telefonemas com a Mãe, Embaixada e Maria, era necessário actuar. Exigiam-se cumprir mil tarefas, mas era impossível comunicar.

Fui à Polícia sozinha, folheando apenas o meu guia de conversação, repleto de imagens legendadas em inglês, acompanhadas de seus respectivos símbolos em chinês simplificado, tentando traduzir o que havia sucedido.

Seria aquele o método suposto para eu explicar aquela situação, fazendo-me comunicar simplesmente com um parco guia em que constava a imagem de um Passaporte, identificado nos seus símbolos como 护照 (huzhao), onde aparecia, mesmo na página anterior recentemente folheada, o também incluído arroz branco, 米饭 (mifan)?

Tudo parecia demorar uma eternidade. Naquela esquadra ninguém falava Inglês, ninguém procurava decifrar as minhas explanações, ninguém interpretava os meus pedidos, ninguém pretendia auxiliar, ninguém tencionava justificar o ocorrido, e ninguém me queria facultar nenhuma declaração.

Retorquiam com gritos seguros, sempre em chinês, que escusado será referir, eu claramente não compreendia. Revoltada, contrapus esclarecer a situação numa outra estação. Os telefones tocavam incessantemente, admitindo vozes distintas, que ora surgiam em chinês, ora após profunda indignação em inglês, apresentando todo o tipo de missivas, obstáculos e questões.

Tudo se entendia sucessivamente deliberar-se, dificultar-se, aparentemente solucionar-se e repetida e novamente bloquear-se, sem que eu partilhasse a mínima ideia ou noção do que estava de facto a suceder.
Ainda na estação da polícia analiso que tinha sido juntamente roubado o cartão memória com todas as fotografias do que tinha sido aquela viagem, mas já não possuía energias para reagir.
Era Sábado e estava a lutar contra o tempo.

Ali estava eu: duas pernas e dois braços. Passou-me pela cabeça que não podia ficar doente. Ninguém que não tem nada, não pode ficar doente, que isso só dificulta.

Já era noite. O dia tinha passado, o avião que iríamos apanhar estava prestes a partir e, quando inquirida, lembrei-me que não tinha comido, mas estava cansada e tudo me parecia afinal surreal. Tinha sido um dia atribulado. Precisava de dormir.

O que eu desconhecia naquele momento é que estava dado o mote para instaurar-se todo um processo kafkaniano, numa sucessão interminável de documentos em falta, que ninguém sabia serem necessários, e que progressivamente me iam sendo solicitados quando procurava realizar as diversas tarefas que no futuro me iriam permitir ter um visto e comprar uma viagem para voltar. As referidas entidades protelavam em fornecer-me os diferentes tipos de documentação que me tinham sido exigidos, mostrando-se inacessíveis, confrontados com o medo de ao auxiliarem, cometerem algum tipo de irregularidade, perante normas impostas por autoridades que os inspeccionam a eles e que me controlavam a mim.

Desde impossibilitada a dormir no Hostel por não possuir um visto, a autorizações temporárias de residência que não me queriam ceder, por ainda não dispôr de uma autorização da polícia local que me aprovasse estar a pisar território chinês de uma forma legal, enquanto tratava de todas as burocracias pendentes que tinha de resolver para dali sair, tudo aconteceu.

Preenchi imensos formulários e fiz demasiadas cópias de numerosos documentos. Mas faltava sempre qualquer coisa. Nada era garantia de nada. Surgiam sempre novos obstáculos, mesmo quando a situação parecia estar a ser levada a bom porto. Esperei em inúmeras filas para falar com tantos chefes que me permitissem pedir todas as autorizações mais do que urgentes e mais do que especiais.

Já não queria ver nada. Não queria absorver mais estímulos. Não queria mais símbolos, nem regulamentos, nem autorizações. Não queria ter que ter mais histórias para contar. Queria que me lessem os pensamentos daquilo que sentia para não ter que falar. Nem Chinês, nem Inglês, nem Português.

quinta-feira, setembro 09, 2010

China 中国

A ideia partiu do pretexto de ir de férias o mais longe possível, tão longe como a China.
Só que desta vez foi-se mesmo, literalmente.
A Luísa não queria ir à índia, eu preferia Oriente e o Miguel sugeriu China. Tudo começou na madrugada de Santo António.
E eis que do outro lado surge: “E vão só à China?”, como se o impacto China por si só não fosse suficiente e exigisse o acréscimo de um Mianmar ou outro destino congénere, como sinal de, aí sim, uma atracção misteriosa e exótica q.b.
Além do mais, se tudo em todo o lado é feito na China, mais vale ir directamente à génese, origem de todo o tipo de material.

Tudo estava em chinês e para nós, tudo era chinês! Queríamos muito ver muito, fazer muito, compreender muito. Tínhamos muitos sonhos, projectos e vontades.

Depois de muitas histórias, imprevistos, passatempos e contratempos, finalmente de volta.
Para trás ficou um passaporte, um visto, um bilhete de identidade, cartões de crédito e débito, uma carta de condução, dinheiro e praticamente todas as fotografias.

quinta-feira, agosto 12, 2010

CC

Fui-me despedir dela.
Agarrou-me na mão a choramingar, e disse que era cruel a sentença, a doença.
Como havia de dizer aos seus filhos, que para ela já não havia esperança?
Depois perguntou-me que tipo de médica é que eu queria ser. E brincou que havia de ser minha doente: “Sim, porque entre estas coisas todas, eu tenho uma depressão.”
Ela que um dia me disse que parecia mais velha, mais cientista e mais Médica de óculos!
Fechei a porta.
Era o seu último dia ali. E o meu também.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Massive Attack



@SW

Boas memórias.

Air



@SW

Um pouco.

Beirut



@SW

Um sorriso a um Domingo. Aliás, mais dois.

Mike Patton



@SW

E em italiano. Que é muito mais bello!

segunda-feira, julho 26, 2010

Big Eye

and smell!

terça-feira, julho 20, 2010

Noite na Cirurgia


Esta era a minha.
Mas não é porque dormi nela que está amarfanhada.
Oxalá fosse. Porque não sosseguei.
Sobretudo suturei e suturei.

segunda-feira, julho 19, 2010

Empire Of The Sun



O fim. E na China será assim?

@SBSR

Prince

Kiss

Música não há que o artista não deixa.
Mas foi bom.

@SBSR

The National



Ali. Mesmo à frente. Fomos as cabeças. Nós.

@SBSR

Spoon



Bela surpresa.

@SBSR

Stereophonics



Mesmo a tempo.

@SBSR

Hot Chip



De cima: a dançar e a ver.

@SBSR

Julian Casablancas



Pôr-do-sol. Aproveitar que ainda não é a "Last night".

@SBSR

Pet Shop Boys



Sem contar, ao fundo a dançar.

@SBSR

The Temper Trap



Luzes verdes e fluorescentes. Mesmo ali. A reproduzir o que já foi um grande momento.

@SBSR

Cut Copy



Na fila, sem tenda, a querer muito entrar.

@SBSR

domingo, julho 11, 2010

LCD Soundsystem



Concisos mas eficientes.

Pearl Jam



Vitoriosos e apoteóticos.

Gogol Bordello



Divertidos e desanuavidos.

Girls



Tímida ondulante poupa.

@Alive

sábado, julho 10, 2010

Gossip



Loucura total ao som de energia volumosa.

@Alive

sexta-feira, julho 09, 2010

Faith No More



Com mais provocações e irreverência. Com menos um sapato.

The xx



Começaram em grande. Harmoniosa timidez controladora.

Florence + The Machine



Assim. Frenética esvoaçante.

Devendra Banhart



Mais ou menos isto. Mas de cabelo curto e sem barba.

@Alive

quarta-feira, julho 07, 2010