sexta-feira, dezembro 19, 2008
domingo, dezembro 14, 2008
007
Tantas vezes
- desci a rua da Mensa e nunca vi o carro do Bond a passar
- apanhei o 9 para ir à Ferrovia e nunca tive o privilégio de levar com um salto do Bond em cima
- fui à internet ao Salicotto e não sabia que a garagem do Bond era mesmo ali ao lado
- vi umas telhas partidas em algumas casas de Siena e desconhecia a sua relação com o facto desse tal Bond ter por hábito ir para lá brincar com os inimigos a ver quem salta melhor aos telhados
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Big People
Polonia Palace Hotel.
70 hectares pelo parque, a amiguinha turca e o colega judeu.
Zamenhof e o Esperanto.
Jewish Gueto.
Old Town, Mercado de Natal e o restaurante finex.
Sempre com muitas luvas, frio e ambar à mistura.
70 hectares pelo parque, a amiguinha turca e o colega judeu.
Zamenhof e o Esperanto.
Jewish Gueto.
Old Town, Mercado de Natal e o restaurante finex.
Sempre com muitas luvas, frio e ambar à mistura.
terça-feira, dezembro 02, 2008
Aqui e ali
É um jogo de cartas.
A rainha procura as espadas,
O valete não quer ser rei,
E o Rei já não conhece o seu baralho.
Um jogador duvidoso
Ou um parceiro despreparado?
Não há jogada.
Fecha o baralho.
Bebe.
Vira as cartas.
Fuma.
Muda de sala.
É um jogo de vícios.
A rainha procura as espadas,
O valete não quer ser rei,
E o Rei já não conhece o seu baralho.
Um jogador duvidoso
Ou um parceiro despreparado?
Não há jogada.
Fecha o baralho.
Bebe.
Vira as cartas.
Fuma.
Muda de sala.
É um jogo de vícios.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Pneumo e Cardio
E nisto surge uma velhota loira a gritar: "Natchnienie! Nnnnnaaaaatttccchhhinnniieee!" (Que é como quem diz inspire!) "Wygaśnięcia! Wyyyyyygasnniiiiieeeciaaaaaa!" (Que é como quem diz expire!)
Mas isto ao vivo sem a devida tradução consegue ser assustador.
E depois vieram os sons como: Tum waaaaaaa e tum tum rum.
Mas isto ao vivo sem a devida tradução consegue ser assustador.
E depois vieram os sons como: Tum waaaaaaa e tum tum rum.
segunda-feira, novembro 17, 2008
Ucrânia
Chegámos a Lviv, cidade-berço do pioneiro do Masoquismo, que desde a Ópera ao centro histórico, em tudo nos contemplava o seu alfabeto difícilmente decifrável, baseado no cirílico.
O Millenium e o Metro foram literalmente palco do ambiente Erasmus on tour pela Ucrânia que, desnecessário será dizer, ainda não conhece este espírito.
Fomos a 1 Cemitério e 3 Castelos: o da Casa-poço, o local onde se fazem os vídeos dos casamentos dos ucranianos (enfim!) e um (finalmente) lindíssimo, mas muito destruído.
Foi translocar o ambiente polaco e pôr tudo muito mais lá atrás e geograficamente à direita (ou antes muito mais às esquerdas?)
terça-feira, novembro 11, 2008
Short People
Com a chegada do Hugolino entre cervejas, kebabs ambulantes e polacas loucas, veio o descobrir Varsovia.
Short people by night: Harlem, Luzztro, Klub Kawiarnia (oh yeah! :), Lemon e Club Mirage.
Pessoas perdidas by day: cafés por sitios interessantes, Old Town, Royal Castele, Palácio sobre a Agua, tentativa de Willanow (voltinhas pelo autocarro parte 1), mas melhor ainda é o não encontrar diário da saida certa nas catacumbas de Varsovia e andar as voltinhas a pé parte 2.
Mas ainda que não esteja sempre lá muito orientada e te faca comer zapiekankas com microbios, até sou uma erasmica decente. Ou preferes telefonar ao Piotr?
Short people by night: Harlem, Luzztro, Klub Kawiarnia (oh yeah! :), Lemon e Club Mirage.
Pessoas perdidas by day: cafés por sitios interessantes, Old Town, Royal Castele, Palácio sobre a Agua, tentativa de Willanow (voltinhas pelo autocarro parte 1), mas melhor ainda é o não encontrar diário da saida certa nas catacumbas de Varsovia e andar as voltinhas a pé parte 2.
Mas ainda que não esteja sempre lá muito orientada e te faca comer zapiekankas com microbios, até sou uma erasmica decente. Ou preferes telefonar ao Piotr?
segunda-feira, novembro 03, 2008
De Torun a Gdansk
A aventura começou com os bilhetes deixados na mini-mercearia que cedo puseram em risco o potencial de existirem todas estas peripécias. Após uma breve passagem por Kutno e a cubana, lá chegamos a Torun. Visitámos a Casa do Copérnico, a Torre Inclinada, a Old Town em geral e acabámos o dia percorrendo os Bares nas caves.
Seguimos para Malbork com a noite na escola agitada e o seu Castelo (é o maior Castelo do Mundo em tijolo!)
Abraçámos Gdansk juntando-nos aos restantes. Entre o Grande Moinho, a Porta Verde, Dourada e da Montanha, Ulica Dugla, Dugli Targ e o Neptuno, avizinhámos o Halloween mais surreal de todos os tempos!
E prosseguimos para Gydnia que tirando dois barcos e um dragão não é das obras de arte do Báltico que mais se aprecie.
Eis que chegámos ao destino final: Sopot! E não há nada como terminar uma grande viagem com uma grande maluqueira: a banhos no mar Báltico!
Seguimos para Malbork com a noite na escola agitada e o seu Castelo (é o maior Castelo do Mundo em tijolo!)
Abraçámos Gdansk juntando-nos aos restantes. Entre o Grande Moinho, a Porta Verde, Dourada e da Montanha, Ulica Dugla, Dugli Targ e o Neptuno, avizinhámos o Halloween mais surreal de todos os tempos!
E prosseguimos para Gydnia que tirando dois barcos e um dragão não é das obras de arte do Báltico que mais se aprecie.
Eis que chegámos ao destino final: Sopot! E não há nada como terminar uma grande viagem com uma grande maluqueira: a banhos no mar Báltico!
quarta-feira, outubro 29, 2008
segunda-feira, outubro 20, 2008
Kraków e Auschwitz
sexta-feira, outubro 17, 2008
Multi cenas
O WOW Festival (Wielkie Otrzesiny Warszawy) é uma espécie de Rally das Tascas organizado, em que por 20 zloties (6 euros) podes entrar em 21 discotecas. Uma noite muito interessante para conhecer estudantes (Erasmus everywhere, polacos e inclusivé mais italianos e portuenses!). Organza, Surf e o Zoo foram as apuradas para marcar presença.
Para assistir ao 24th Warsaw International Film Festival, o italiano Caos Calmo foi o escolhido. Trata-se de um filme de Antonello Grimaldi (com legendas em inglês e em polaco para os demais) sobre um empresário de sucesso (Nanni Moretti) que no mesmo dia em que salva uma mulher de afogar-se, vê a sua mulher morrer. O seu percurso mental e emocional transfigura-se em comportamentos bizzarros até perceber que o seu exílio temporário não pode ser o seu modo de vida. Tudo isto com direito a turtúlia no final com o Realizador no Multikino Zloty Tarasy. (E eu fiz uma pergunta em italiano!)
Para assistir ao 24th Warsaw International Film Festival, o italiano Caos Calmo foi o escolhido. Trata-se de um filme de Antonello Grimaldi (com legendas em inglês e em polaco para os demais) sobre um empresário de sucesso (Nanni Moretti) que no mesmo dia em que salva uma mulher de afogar-se, vê a sua mulher morrer. O seu percurso mental e emocional transfigura-se em comportamentos bizzarros até perceber que o seu exílio temporário não pode ser o seu modo de vida. Tudo isto com direito a turtúlia no final com o Realizador no Multikino Zloty Tarasy. (E eu fiz uma pergunta em italiano!)
terça-feira, outubro 14, 2008
terça-feira, outubro 07, 2008
Turismovsky
Eu mais o Copérnico na Praçovsky dele.
Têm muito sentido de humor os polacos.
Até têm uma Praça com uma Palmeira Falsa, que é para quem não acredita que os graus negativos da Polónia deixariam uma palmeira resistir em pé.
Palácio da Cultura e da Ciência (o conhecido "Russian Wedding Cake")
É o edifício mais odiado pelos polacos porque foi construído pelos russos depois da Segunda Guerra. Mas ainda assim é dos meu sítios preferidos.
segunda-feira, setembro 29, 2008
Aventura na Polska
Comecei o novo dia-a-dia por ir ao Arkadia (o Shopping aqui do sítio) comprar algumas coisitas necessárias. Acontece que aqui as coisitnys necessaritsny têm nomes completamente diferentes dos "latinos". Só dou graças a Deus por as marcas serem iguais, senão não ia conseguia destinguir uma pasta de dentes de um creme depilador.
Mesmo os nomes internacionais são muito enganadores. O Tortilla Factory trata-se de um bar e não de um restaurante e a Klinika também não é um Hospital mas sim uma discoteca.
No que toca a provar iguarias polacas, experimentei as "pirocas" num jantar onde 10 raparigas de medicina socializavam com 50 rapazes de engenharia, uma verdadeira FEUP versão polónia.
Já tenho quarto: é o 212 (Carolina Herrera, como dizem as meninas daqui)!
E tambem já tenho um cartão polaco: HEYAH (não, a serio, é o nome da rede)
Mesmo os nomes internacionais são muito enganadores. O Tortilla Factory trata-se de um bar e não de um restaurante e a Klinika também não é um Hospital mas sim uma discoteca.
No que toca a provar iguarias polacas, experimentei as "pirocas" num jantar onde 10 raparigas de medicina socializavam com 50 rapazes de engenharia, uma verdadeira FEUP versão polónia.
Já tenho quarto: é o 212 (Carolina Herrera, como dizem as meninas daqui)!
E tambem já tenho um cartão polaco: HEYAH (não, a serio, é o nome da rede)
sexta-feira, setembro 26, 2008
Warszawa
Vim!
Depois de uma boa dose de sorte no que se refere ao excesso de peso no Porto e uma passagem muito familiar por Milão, aterrei no aeroporto Frederic Chopin.
O amigo polaco que me ia buscar nunca mais aparecia quando descobri 3 espanhóis com muitas malas e igualmente "perdidos".
Por fim chegou o meu amigo e com ele atravessei Varsóvia por todos os meios possíveis de transporte (metro, tram-via e autocarro) com 2 malas gigantes, que ainda assim vinham acompanhadas por um saco.
Quando encontrámos a residência Karolkowa não havia quarto para mim e decidiram enfiar-me num quarto quádruplo com uma provável conquilina da Malásia.
Após um Varsovia "by night" (a sua cerveja e o seu kebab) descubro que a oriental tinha-se transformado em duas polacas e uma espanhola que ficou logo toda contente quando comecei a hablar .
Já fui à Universidade de Medicina(!) Sim, têm uma Universidade com várias Faculdades de Medicina e não havia filas para nada. Ali estavam 3 funcionárias a tratar só e apenas dos meus papéis Erasmus.
Não se assustem que aqui "Uwaga" é Atenção e "Dziekuje" é Obrigada.
Estão a ver o quão eu não percebo mesmo nada do que esta gente diz! 8)
Depois de uma boa dose de sorte no que se refere ao excesso de peso no Porto e uma passagem muito familiar por Milão, aterrei no aeroporto Frederic Chopin.
O amigo polaco que me ia buscar nunca mais aparecia quando descobri 3 espanhóis com muitas malas e igualmente "perdidos".
Por fim chegou o meu amigo e com ele atravessei Varsóvia por todos os meios possíveis de transporte (metro, tram-via e autocarro) com 2 malas gigantes, que ainda assim vinham acompanhadas por um saco.
Quando encontrámos a residência Karolkowa não havia quarto para mim e decidiram enfiar-me num quarto quádruplo com uma provável conquilina da Malásia.
Após um Varsovia "by night" (a sua cerveja e o seu kebab) descubro que a oriental tinha-se transformado em duas polacas e uma espanhola que ficou logo toda contente quando comecei a hablar .
Já fui à Universidade de Medicina(!) Sim, têm uma Universidade com várias Faculdades de Medicina e não havia filas para nada. Ali estavam 3 funcionárias a tratar só e apenas dos meus papéis Erasmus.
Não se assustem que aqui "Uwaga" é Atenção e "Dziekuje" é Obrigada.
Estão a ver o quão eu não percebo mesmo nada do que esta gente diz! 8)
quinta-feira, setembro 25, 2008
A escolha
Todas as cores são belas,
Todas as formas são boas,
Todos os suportes são adequados.
Resta decidir o formato.
Bernard Villers
Todas as formas são boas,
Todos os suportes são adequados.
Resta decidir o formato.
Bernard Villers
domingo, setembro 21, 2008
quinta-feira, setembro 11, 2008
Cisões
Tinhas esse andar decidido de quem anda à procura do que não sabe.
Não havia varandas, nem cafés, nem cigarros. E agora ouço vespas e zumbidos esquesitos de uma frequência que já não é assim. Se soubesses ao menos que música é esta. Nem sequer sabes o que estou a ouvir.
Que mais hei-de eu fazer ou não fazer? É um desespero que reconhece os seus limites. Um equilíbrio desalinhado. Mas sabes que não existe? São manchas que desaparecem com o tempo. Apenas resta a maçaneta dourada que abre a porta verde e range.
O silêncio cobre-me outra vez e eu já não tenho corpo suficiente para aguentar com este peso. Só quero um bater de pestanas cada vez mais lento, até deixar de ver que aquelas formas já não estão. Nem sequer aquelas. Nem isto.
Não. Preciso gritar mais alto que estas regras que me regulam.
Não havia varandas, nem cafés, nem cigarros. E agora ouço vespas e zumbidos esquesitos de uma frequência que já não é assim. Se soubesses ao menos que música é esta. Nem sequer sabes o que estou a ouvir.
Que mais hei-de eu fazer ou não fazer? É um desespero que reconhece os seus limites. Um equilíbrio desalinhado. Mas sabes que não existe? São manchas que desaparecem com o tempo. Apenas resta a maçaneta dourada que abre a porta verde e range.
O silêncio cobre-me outra vez e eu já não tenho corpo suficiente para aguentar com este peso. Só quero um bater de pestanas cada vez mais lento, até deixar de ver que aquelas formas já não estão. Nem sequer aquelas. Nem isto.
Não. Preciso gritar mais alto que estas regras que me regulam.
segunda-feira, agosto 25, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
Berlim
Tudo é contraste e a todo o tempo se sente o peso da história.
As criaturas encasacadas ainda escutam os pensamentos agitados dos imortais e tentam confortá-los para se consolarem a eles próprios.


Os malfadados triângulozinhos invertidos decifravam: vermelho (prisioneiros políticos), amarelo (judeus), verde (criminosos), preto (anti-sociais) e rosa (homossexuais).

First they came for the Communists,
and I didn’t speak up,
because I wasn’t a Communist.
Then they came for the Jews,
and I didn’t speak up,
because I wasn’t a Jew.
Then they came for the Catholics,
and I didn’t speak up,
because I was a Protestant.
Then they came for me,
and by that time there was no one
left to speak up for me.
by Martin Niemoller, 1945
As criaturas encasacadas ainda escutam os pensamentos agitados dos imortais e tentam confortá-los para se consolarem a eles próprios.
Os malfadados triângulozinhos invertidos decifravam: vermelho (prisioneiros políticos), amarelo (judeus), verde (criminosos), preto (anti-sociais) e rosa (homossexuais).
First they came for the Communists,
and I didn’t speak up,
because I wasn’t a Communist.
Then they came for the Jews,
and I didn’t speak up,
because I wasn’t a Jew.
Then they came for the Catholics,
and I didn’t speak up,
because I was a Protestant.
Then they came for me,
and by that time there was no one
left to speak up for me.
by Martin Niemoller, 1945
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