segunda-feira, abril 27, 2009

Closing doors please

Um dia apetecia-me ouvir o meu nome gritado de uma janela,
subir as escadas de luzes vermelhas e
dançar com a noite em patins.

Que estivesse outra vez nevoeiro,
mas não chovesse,
e pudesse cheirar a roupa, outra vez, limpinha.

Apetecia-me não ser distraída com datas e
ultrapassar as zonas proibidas dos jardins.
Comprar sumo de laranja e queijo para o pequeno-almoço,
sem ter que olhar eternamente para omoletes com cogumelos.

Apetecia-me passar uma manhã na biblioteca e
ter um casaco rosa-choque.
Podia ser que assim nunca me tivesse perdido.

Apetecia-me olhar de lá de cima,
perceber de fotografia,
e ter waffles grátis ao chegar a casa.

Apetecia-me atravessar a ponte,
ir comer ao italiano da esquina,
(sem gritos, nem buzinas),
e ter alguém que me escrevesse poemas.

Apetecia-me ir a Galerias de Arte e
ouvir boa música nas Igrejas.
Escrever muitos recados,
experimentar os melhores gelados e
não parar cada vez que saísse fumo branco.

Apetecia-me ser a cara de um selo,
partilhar um cigarro a quatro e
oferecer dois sorrisos amarelos.

Apetecia-me vistas nocturnas inesquecíveis.
Apetecia-me ouvir a voz da minha vida:
"Stand clear of the closing doors, please!"

domingo, abril 19, 2009

cOuch Surf

Etapa 1. Histerismos no aeroporto. Sofá do Sebastian. Passeio de Barco. A serenita. Parque Tivoli. Correr do autocarro. Sinpa. Cristiânia. Picnic no Parque da encosta. Festa em casa. Bola prateada. Disco. Amigos freak. Armário fechado. Amigo do chão que tira a almofada. Sr dos calçõezinhos. Fábrica da Carlsberg. 2 Cervejas. Zona Red Light. O Kebab. Partir a roda e o tornozelo. Não há botânico.

Etapa 2. DFDS Seaways. Jacuzzi. Señorita, press the button. As cervejas. O oceano por detrás. O parque das bolas. O carrinho das compras. Convictos a fumar.
Etapa 3. Karl Johans Gate. Não é o Parlamento? Palácio Real. City Hall. Fortaleza. Sítio da vista. O grito de Munch. Adormecer às 7. Folkemuseum e o desenho, mas ainda não é Maio. How much are the tickets? Coleguinha da volta ao mundo nos lençóis. Bar fofo. Crianças e estátuas de bronze no Vigelandsparken. Fome e as laranjas. Zona alternativa.
Etapa 4. Chegada à Maru. Festa de anos. Porto de Bergen. Flamsbana train. Fiord. Avalanche. Passeios nocturnos. Cerveja no bar. Festa com os mexicanos.

Etapa 5. Tomar banho. Escrever recados. Fechar a porta e... Ir!

quinta-feira, abril 09, 2009

Miss them

quarta-feira, abril 01, 2009

Até Poznan até

Środa: Chegada às 6h à Centralyna. Neve e conversas pela manhã até às 10h. A minha massa com carne. Café no Marriot. Jantar todos no Kulturalna. Palhinhas no Park.
Czwartek: Passeio no Wilanów Palace. Livraria Traffic. Delikatesy (nie ma).Cerveja quente no Lemon (vai e volta). Bifinhos com cogumelos da Ana. Festa Erasmus do Semáforo no Vinyl. Mariana com mel. Preto de Chicago.

Piatek: Politecknica. Encontrar o Salva. Almoçar no Bar. Raptar o Salva. Ir a Praga. Igreja Ortodoxa com a Virgem dentro. Oops, afinal esta ainda é a Católica. Sinos da Igreja Ortodoxa. Centro Comercial em Praga. Em busca do sítio da vista. A criatura estranha na barraca com slot-machines. A casa do sem abrigo. Ver a vista através de vidros com pó. Estátua da poetisa. O semáforo mais baixo do mundo. A estátua que é uma banda que mandas uma SMS para um número e cria-se uma festa com música e luzes coloridas. Enfim, muitos momentos patrocinados pelo Livro do Ron. O café com nus na última sala do João (nie ma). Piotr. Tortilla Bar. Nachos. Momento Durão Barroso. Ópera e os tambores. Luzztro. (Dilema pijama de ir ou não logo aos Cartoons).

Sobota: Museu dos Cartoons (nie ma). Faculdade de Belas Artes e a sua exposição. Imagens a 3D da Antártida. O Kebab da Marszalkowska. Super Bolo na Ulica Fantasma e momento de drama. Encontrar a Sereia guerreira à beira Vístula. A busca do sítio-vista que afinal era mesmo em cima da ponte. Apresentar o Pewex. Cerveja no Bar Metal com a Iwona e o amigo. Jantar no sítio Aventura (que é como quem diz: forrar o estômago com paté). Shots. Procurar os 17 m2 da casa da Magda (nie ma). Acabar no Tomba Tomba. O Varão e as 8vodkas. Momento Ana: molhar os pés no Vístula. Momento João: atirarmo-nos para o chão em andamento. Pequeno-almoço muesli. As frutas que mexem. Maratona da Primavera. „You seem that you are having a lot of fun in Warsaw”. Dormir 2 horas.
Niedziela: Thriller Live no Sala Concertowa. Zlote Tarasy. International Dinner (empadão com carne). Conversas no 212.

Poniedzialek: Versão dupla do Arkadia. Cemitério Judeu ao lado de casa. Fazer rolinhos com a roupa que não se conhece. Piotr. Hard Rock Café. Inevitavelmente Nachos. A Magda e o noivo também. 100 zloties porno. Uwaga! 1.000.000.000 zloties. Klub 70’s. Bandeira. Uniforme. Cama.

Wtorek: Centralyna. O Diego com as compras. Últimas coisas a comer. Poznan. Chipiron! Zapiekankas e Kebabs. O Bar Rosa. Os picos e todos para a fonte. Menos um.
Środa: Desayuno. Super Dia de Sol. Pernas ao ar e deitados à frente da Catedral. Pé no Warta. Comida Polaca em frente à câmara municipal. Crepe de Chocolate. Peso e manhas. Concurso de discussões. Casa.



Tengo pedo papale! (Apanhar o uniforme)
No se me abrochan las pechugas.
Sabes lo que es una cama?
Quando yo he estado en Erasmus en Siena con mis amigos... bla bla bla... Zzz Zzz
Erasmus fingers (quando estoy cansada, sigo bailando)
En Portugal lo que hay de mejor son los sumos
Quando era pequeña, iba a España a por las galletas Lu.
Tu lo que quieres es apanhar no cu. (Y yo, ver los bisontes).
Eres una chicken: la unica portuguesa que no pone el pié nel Baltico. Bueno, que se joda.
Mi augo! Mi augo! Quiquiriquihaga?
Quemequeme! Quetequete?
Manolo ha rellenado la casa de pinguinos... debajo del tapete, nel corredor...
Que salgamos todos nela foto. Se no, me entristesco.
Can you makes a foto? Just press the big one.
Imajina: es un acontecimento unico y irrepetibile.
12 casas: 1 persona: 1 tren.
Zapraszamy (com la mano nela cara del taxista)
Esther Corazon: Que estava tan a tope en Burgos y nel Colegio Mayor de Estilo Gotico.
Lucia fofiña: Bueno, es un poco mongoloide quando intenta hablar português (desde Pedro)
Irenita: baila siempre robando carteras en Coslada. Quiero morir ya. Que? No me he enterado!
Nuria: Sujeta me. No me acuerdo. Que ha passado? He estado en Zakopane? Y el pendente? Y skio bien?
Alfonsito macho alfa: O pão quente. Troco galletas por sumos. Tu lo que quieres son brasileiras nel Luzztro.
Estoy a ir.
Creo que he posto cara de guarra =)
Hilipoyas

terça-feira, março 24, 2009

Iwona


at Kielce

segunda-feira, março 23, 2009

Bisontes


Chegados a Białystok e não havendo mais formas de ir até Białowieża, fizemo-nos passar por um grupo de russos e ucrâniacos e aqui permanecemos.
Vários convites agrestes até que em Hajnówka uma velhota russa com dentes de ouro, nos leva a caminho de sua casa, até ao Parque de Białowieża onde, enfim vimos os únicos bisontes que existem na Europa! (Quer dizer, para além dos que existem a circular como imagem na garrafa de Żubrówka)
E ainda tivemos tempo para comprar meio mundo no Biedronka e para aprender a jogar Pocha.

sábado, março 21, 2009

Check

Slumdog Millionaire, em especial os significativos minutos do filme em que a trama se desenvolve em indiano com legendas em polaco
Visitas de Genebra e uh lá lá.. também Cracóvia, Aniversário, all night long no Luzztro, dramas familiares e desayunos potentes
Coraline a 3D + 1 (isto é, com a tradução simultânea boca-orelha, polaco-inglês já que o filme era 100% em polaco)
Alternativos no Pewex 26 e no Kulturalna
STOMP Concert: vassouras, pó, latas, paus, bacias, tintas, esfregonas, metais, enquanto suspensos, com cadeiras e isqueiros, lendo jornais, com garrafões, boias, sacos de plástico e coisas que fazem mais barulho como tampas de lixo e bidões.
ESN Party Change your sex no Cool de sac e a Prova da Verdade.
Babilon Party

segunda-feira, março 09, 2009

Ski

A verdade é que nunca percebi muito bem o fenómeno do ski, mas também nunca me dediquei muito à matéria (nem muito, nem pouco, fiquemo-nos pelo nunca).
Havia em mim um qualquer tipo de sentimento que declamava: “Ah, e tal o frio e a neve”, acompanhadas por recomendações prematuras dos progenitores de: “Ele há pessoas que partem dentes e dão cabo dos joelhos.” Só o proferir estas frases, já me parecia uma actividade radical q.b. para mim.
E num contexto destes, desde tenra idade, se avizinhava difícil a associação da minha pessoa a qualquer tipo de participação num Campeonato de Ski de saltos, piruetas, pequenas e médias curvas, ou sequer atirar-caricas-ao-ar-na-neve, que necesitasse o envolvimento de mais de um participante e que exigisse a colocação dos ditos cujos esquis.

Mas sendo Zakopane a famosa capital de Inverno da Polónia, tornou-se necessário partir para o grande vale das montanhas Tatras, 10 horas pela noite, rumo a esta celebridade a 460km sul, para experimentar deslizamentos na neve e outras proezas congéneres, ou, que é como quem diz no meu caso, familiarizar-me com a geografia de uma estância de esqui, o perfil etário e social dos indivíduos que a utilizam e o material envolvido.

Dia 1
Uma vez em Kotelnica, e sendo que não possuíamos o equipamento necessário, como bom tuga, procedemos à busca do local mais barato para o aluguer do mesmo (em que o local escolhido, requeria uns 10 euros por 3 dias). Ora bem: ou trata-se de um preço muito barato, ou o equipamento está estragado, ou eles aqui roubam os esquis uns aos outros e depois abrem lojas de aluguer. Mas resulta que não. Parece ser prática habitual este preço reduzido, uma vez que o segundo lugar da lista pedia uns 15 euros.
Ok. Vamos lá dar uma oportunidade aos materias e experimentar esquiar. Que loucura!
Mal saí da loja, tento caminhar com as botas do peso do mundo e com a traquitana dos esquis e dos paus sobre as minhas costas, e vacilei. Mais parecia estar a transportar tijolos, com os pés atados um ou outro.
Mas não me detive. O facto de nunca ter esquiado na vida, nem ter qualquer tipo de conhecimento empírico, baseado na visualização de um número suficinte de filmes cujo argumento envolvesse o esqui, o inverno e que tais, pareciam pouco atravancar o inaugurar da experimentação.
Depois de quase cair naquela subidinha quem vai apanhar o teleférico quando ainda nem sequer tinha os esquis postos, lá atirei os esquis para o chão e em constante desiquilíbrio foi necessário uma senhora atracar-me os esquis aos pés. Fui a patear, ter com as duas amigas que me esperavam para apanharmos juntas o teleférico de três.
Ora, quando vais apanhar o teleférico, abre-se a cancela e é suposto dares uns passos para cima do tapete rolante e sentares-te quando se aproximar o teleférico. Acontece que (como a Eurosport TV nunca tinha estado ligada na minha presença quando estava a dar Ski Jumping, e tão pouco estive em sintonia com qualquer tipo de documentário da National Geographic que relatasse os preliminares do esqui, isto é, o subir de teleférico) eu desconhecia essa informação.
Sendo assim, a cancela abriu, as minhas amigas andaram e eu fiquei a olhar, ora como quem olha para elas, ora como quem olha para a cancela e se pergunta: “O que é que eu faço?” E a cancela fecha e as tuas amigas vão. E a cancela volta a abrir e tu ainda estás na parte do “..faaaaççoooo?” e a cancela volta a fechar e tu ainda não foste. E entretanto já tens uma fila de polacos das diferentes regiões da Polónia a insultarem-te em frases que nem daqui a 3 meses serias capaz de perceber. Lá decides dar uns passinhos para o tal tapete e sentas-te no teleférico.
É então que olhas para o lado e percebes que não vais só. Tens uma companheira de teleférico à qual quase gritas: “I don’t ski. Help me!” Ao que me retorquiu com um sorriso: “No English”.
Estava o caldo entornado. Estás pela primeira vez na vida a subir um teleférico, as tuas amigas estão 2 teleféricos à frente, as criaturas que se visualizam ao longe na pista parecem antes tratar-se de formigas a esquiar e a tua companheira é uma polaca que não fala inglês. Perfeito!
Pensei que estava numa telenovela indiana em que o final pouco ia diferenciar se ligasse a terminação do -641 a votar “Sim” ou do -642 a votar “Não”.
Deu-me para lhe dizer no meu polaco fanhoso: “Chamo-me Mariana”. Ao que ela respondeu: “Chamo-me Eva”. Sim... não fossemos ficar amigas para a vida ou ela salvar-me de algum tipo de avalanche e eu nem sequer sabia o nome dela. Parecia-me indelicado.
Depois de uns 20 minutos em vertigem e ainda em constante negação, chegou a altura de levantarmo-nos do teleférico. Claro está que, inevitavelmente, caí e dei de queixos no chão e perdi o cartão da pista. Lá vem um segurança que me recoloca na posição vertical e me puxa pelos paus para uma zona plana, já que aqui, até patear me parecia impossível. As amigas perguntam se está tudo bem e dizem que esperam por mim. Mas como o esperar por mim, me parecia uma tarefa potencialmente interminável e como nunca fui muito corta-mocas, também não ia ser agora que ia ser corta-skies e disse para elas irem andando e não se preocuparem que eu já ia lá ter. E assim foi.
Fiquei na parte plana no cimo da pista entrecalando o patear com o cair em série, chegando inclusivé a pedir auxílio a uma mãe que estava a ensinar esqui ao seu filho de 3 anos. Até que decidi procurar alguém a sério, que me explicasse pelo menos o abc de me manter parada na posição vertical. Até que um simpático jovem me informou que “instrutores em Inglês, só para amanhã.” E acrescentou. “Muito simples. Só tens que descer e ir lá abaixo fazer a reserva.” Acontece que, o só ter que ir até lá abaixo é bem mais complexo para quem nunca teve os pés atados a uns esquis na vida. Expliquei a minha situação de handicaped e, e enquanto caminhava para o teleférico numa distância de 3 metros, em que caí umas 3 vezes, logo perceberam que o meu caso era, digamos, especial.
Lá me deixaram descer o teleférico, não fosse este pequeno diabozinho manter-se muito mais tempo a entravar a pista.
Mas enquanto descia o teleférico (creio que a única pessoa que o desceu naquele dia tinha sido uma velhota, e porque se tinha lesionado), defrontava-me com a cara das pessoas que subiam e me olhavam com ar de quem se pergunta a si mesmo: "Porquê?" Como se me tivesse sido diagnosticado algum tipo de enfermidade. Inclusivé passa uma criatura sozinha num teleférico, que não teria mais que 5 anos, e com um arzinho cínico me diz: “Bom dia!”

Dia 2
Pontualmente apareço na Szkoła Narciarska Stok à descoberta de um Instrutor em Inglês que durante uma hora fizesse o possível para desfazer estas impossibilidades. Ensinou-me a travar e a girar numa pista que incluía uma pequena descida e em que tive colegas de 4 anos que esquiavam claramente melhor que a minha pessoa.
Adquiridos os princípios teóricos, volto à pista azul do dia anterior. Já subo razoavelmente o teleférico, mas mais uma vez dou com os dentes no chão. Lá começo com a Esther a esquiar, mas não quis obrigar o comum dos mortais a esquiar à minha velocidade de tartaruga. Demorei 2h30 a fazer toda a pista imbuída numa dor de pernas que apanha ali também os braços ao levantar.
Enfim. Movia incessantemente o meu pescoço de um lado para o outro. Tentava apreciar se já tinha descido muito e se faltava ainda demasiado para terminar. Já não olhava tantas vezes para um lado e para o outro, desde que me perdi no Continente. E aí tinha 4 anos e não sabia nem onde eu estava, nem onde estava a saída do supermercado.
Pois. Foi mais ou menos igual, mas numa pista de esqui. Depois de numa das quedas, ameaçar lesar o joelho, terminei o resto da pista com os esquis às costas.

Dia 3
Está bem que não era do pé para a mão que eu ia começar a esquiar, mas descer uma vez a pista que os meus amigos desciam umas 10vezes por dia, já se apresentava como uma missão.
Desta vez subi com o Alfonso e consegui não dar com os dentes no chão quando desci do teleférico. Com a maior das paciências, me acompanhou enquanto eu desviava e também enquanto eu caía.

Independentemente da matéria em questão, qualquer tipo de façanha só é conseguida quando se tem experiência na área para facenhear.
Mas sim, a Pista Azul, eu desci!

segunda-feira, março 02, 2009

Geneve

sábado, fevereiro 28, 2009

Uniformes

De Pavia (que é como quem diz Praga, ou mesmo antes Auschwitz), de avião, que é como quem rectifica, oops.. afinal vamos de comboio, chegou a delegação tuga (Fonfon, Teixeireza e companhia limitada: mais duas simpáticas erásmicas em Itália).
Entre festas surpresa, de máscaras improvisadas até ao Vinyl, fomos passear para a Old Town, ingressando no Museum of the History of Warsaw... até que, e qual escolinha, às 15h30 toca a campainha e somos expulsos do museu, enquanto as luzes apagavam à medida que avançávamos as salas.
Passeios nocturnos no Palácio Sobre a Água, mas o melhor é não perder muito tempo na escuridão senão fiquemos presos no parque e não encontramos o bosque1 que faz cruzamento com o pinhal2, que é o indício de como voltar para casa.
E nada melhor que acabar com um concerto no Hard Rock Café, sangria na resi e noite no Opera!

domingo, fevereiro 22, 2009

Colónia

Da sind wir dabei, das ist prima,
Viva Colonia!
Wir lieben das Leben, die Liebe und die Lust,
Wir glauben an den lieben Gott
und haben noch immer Durst.

sábado, fevereiro 14, 2009

Parabéns: Sto Lat


O Pré-Cumple começou 2 dias antes com rebuçados e post-its diários dando sinais de uma contagem decrescente que ia notificando quantos dias faltavam. Na véspera limite, juntam-se duas amigas visitas vindas directamente de Portugal. :) E assim fomos entre Zywiecs experimentar o mais típico da Polónia: um Restaurante Checo (mas há um bom motivo para valer a pena travar conhecimento com este restaurante, é que aqui os pratos deixam de lado o típico contorno circular, e optam por ser antes pirâmides literais de comida). Entre indisposições e chás, a equipa transferiu-se para o Plano B.
E foi assim em Varsóvia, que quase homónimamente podia ter sido no Porto, onde aconteceu a 00h00: com cartazes, rosas, bolo de fósforos e muita cerveja . Uma vez a equipa animada, decidimos continuar lançar o pânico para o Zoo (bar aberto de vodka e a menina não paga porque faz anos). Escusado será dizer que toda a equipa apanhou um mega uniforme.


Estavam lançadas as coordenadas da Sexta-feira treze!
Fomos ao Warsaw Rising Musing, com interrupção para almoço no Bar Mleczny Familíjny (agora sim, o mais típico dos restaurantes polacos, com o mais típico dos menus: pierogis). Entretanto, o que tinha sido até aqui uma aprazível escassa queda de neve, transforma-se numa quase alavanche cortante para todos os olhos turísticos, e entre passeios na Nowy Swiat, fomo-nos resguardar no coração de Chopin na Holly Cross Church.
E assim se passou uma tarde de paragens térmicas repetidas, entre fotos e largas conversas, um chocolate quente e um Brownie com velas no Hard Rock, rematando com o jantar no Clube de Jazz da Old Town.

E eis que me perguntam: “Agora onde é para ir sair?”, ao que eu replico: “Opera ou Club Kaviernica.” E me entretêm, opinando: “Hà aqui ao lado um sítio de cervejas a 5zloties.”, até que declaram: “Enfim, já decidiste muito hoje. Agora quem manda somos nós”. E dito isto, em qual tom ditatorial, colocam-me uma venda nos olhos, que ainda conseguia apertar mais o tapa-orelhas e o gorro.
Os meus 5 sentidos tinham sido profundamente restringidos! A Visão: nem vê-la; a audição: só me permitia ouvir passos distantes e buzinas já quase sobre mim; o tacto: sobretudo o pernil, permitia-me caminhar sobre largos centímetros de neve, tentando decifrar através do tipo de pedra calcada o sítio onde estava, aliado-se a um tacto manual, ou antes bracil, agarrando-me a 2 pessoas como qual indivíduo recentemente aleijado; o olfacto: estava igualmente diminuído porque a venda também me tapava o nariz, e por fim, o paladar: encontrava-se mais ou menos igual, sabia-me a pato do jantar, mas não ia ser ele seguramente que me ia ajudar a decifrar o caminho.
Ele houve tudo neste Blind Warsaw Tour by night. Deslizar na neve e quase cair, descer escadas íngremes, atravessar passadeiras com carros a apitar, subir a trams, agarrar-me a pessoas desconhecidas, apanhar autocarros, andar ao colo qual saco de batatas a correr, e tenho quase a certeza, também houve o andar às voltinhas para fazer tempo, isto enquanto guerras de neve iam surgindo mesmo sobre a minha cabeça. Finalmente, depois de descer mil escadas, ainda em modo saca de batatas, chego a um sítio fechado, (ainda pensei que poderia estar num castelo medieval, mas a segurança de saber que eles há noite aqui estão encerrados, permitiu-me descartar essa possibilidade)
Até que pousam o saco de batatas ao chão, vulgo “Eu” e, depois do silêncio, começo a ouvir música... Tiro a venda.. Abro os olhos (rezando a todos os santinhos para que não me tivesse caído uma lente de contacto, de tão apertadinha que estava a venda), e lá pisco os olhos e vejo... TODA A GENTE! Os meninos todos da Riviera, os meninos polacos. Mas ainda não tinha percebido! Onde é que eu estou? Salão de Festas da Karolkowa oshemdishemesteri! Oh! Obrigada!!!
Claro está, que a Sangria existente e o fim da noite no Underground me impedem de contar o resto. Mas há balões azuis e cartazes gigantes que são provas vivas de que ela existiu.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Até... Wroclaw... até!

Peddy Paper



Partimos com o intuito de decifrar pistas.
Animais exóticos que gostam de se lavar na margem do Park Moczydlo; estações de metro com o nome do melhor amigo do Tom Hanks num dos filmes e outra completamente cor-de-rosa; o café fantasma da Ulica fantasma e o café mais elevado; o círculo Humano à volta da maior árvore; onde ir antes dos exames; fotografias com 10 desconhecidos e um conhecido: o Sigsmund I; a casa normal da Nowolipki.
Embora infiltrados por exímia banda sonora original de qualidade, os kangurus foram antes trocados por uma torta de chocolate.

Wroclaw
Da cidade, a Rynek, as escadas mais íngrimes para a Torre e uns caminhos ensopados nuns canais que, como muito, poderiam fazer lembrar a zona industrial de uma Veneza empapada, ao som de músicas pré-históricas.
Mas não foi por isso que aqui vim. Nem pelo Metropolis Club, nem pelo Club 54.


Into the wild: Muda-se de base e parte-se em busca de uma experiência genuína que transcenda o quotidiano. Abandona-se a próspera casa e parte-se à estrada. Deambula-se para se sentir mais livre, mas nunca se fixa muito tempo no mesmo local, quiçá, com o seu objectivo.
Há coisas que só vividas. E que nem sequer poderiam ser explicadas. O poder de afectar as pessoas de tal forma, ao ponto de não querer mais voltar.
E é este Código de Conduta que só entende quem o vive. São estas vivências que nos redescobrem, que nos confundem e que nos vão transformando.
Estranha despedida onde tudo acontece demasiado rápido.
Uma boa parte que vai, que se foi
Começam-se novas etapas. Fechar um capítulo é sempre abrir um outro.
Por este, muito obrigada.

domingo, fevereiro 01, 2009

Saga Casaco

Sendo que a Polónia é um país frio e 31 de Janeiro ainda se inclui na estação do Inverno, em ambiente animado entre armários e amigos foi traçado o destino: Club Obiekt.
Embora experiências anteriores aí, me tivessem revelado que "sal faz dores de cabeça", longe estava de adivinhar que pagar no bengaleiro para te guardarem um casaco, não é necessariamante sinónimo que no final da noite o possas reaver.
Para o comum ocidental seria normal considerar que, uma vez finda a música, diriges-te descansadamente para a saída, pegando no teu casaco (que lá fora faz frio) e arranjando algum meio de transporte que te permita chegar a casa, para enfim, dormir.
Acontece que para o comum polaco ou indivíduo estrangeiro que esteja a pisar território de Leste, nem tudo é tão simples. Pode acontecer que quando chegas ao bengaleiro não há mais casacos - nenhum casaco! O 17 do teu amigo transforma-se num casaco sobre uma cadeira e o 2 que é o teu, nem vê-lo.
E então gerou-se o conflito Leste-oeste! Noções de vítima de furto aqui ainda são desconhecidas e todo e qualquer tipo de conhecimento de inglês esvanece-se uma vez ouvida a palavra complaint. Um discurso de defesa que apregoe as noções de direitos constitui para eles uma ameaça, sendo a sua melhor forma de resposta o ataque ao interlocutor estrangeiro com pérolas verbais como: “Your voice is hurting my ears”. A noção de furto como subtração de coisa móvel não é tão pouco conhecida. (Será que foi por considerarem que o casaco é um objecto um bocadinho imóvel?)
O staff do bar ia trocando impressões polacas, enquanto eu aguardava uma explicação do que tinha acontecido ao meu casaco e ao seu conteúdo, até finalmente admitirem o que há muito já era evidente: que não estava ali.
Entre chamar a Polícia ao local, ir no carro da polícia mais leste, até à Polícia Principal de Varsóvia mais agreste, em que nenhum dos bigodes ouviu sequer falar da existência duma língua que se chama Inglês, tudo um pouco aconteceu.
Mas não fica por aqui. Ainda tive a magnífica oferta de um desconhecido polaco que acumulava as tarefas de tentar fazer de tradutor, discutir com o polícia, dar todos os sinais de uma presente bebedeira, acompanhados por movimentos circulares na minha carteira do telefone, enquanto a punha debaixo da orelha e me dizia que através dela, eu podia telefonar para a embaixada e explicando que se eles não atendessem era porque estavam a dar uma festa!
A madrugada ganhava contornos intermináveis e apesar de todos os auxílios na procura da embaixada e de um tradutor oficial polaco, é sem dúvida um desafio apresentar neste país uma queixa.
Um Mega Jincuie Varsó à Leonor, Ana, João, Lucho e todos os que de alguma forma contribuíram para que apresentar uma queixa na Polícia em Varsóvia fosse um bocadinho menos impossível. (E isso inclui o Gui que foi à rua carregar em Coimbra o telemovel do João às 5h da manhã)
Conclusões: Isto da União Europeia e de direitos ainda é tudo um bocado novidade para estes lados e afinal não é grande medida preventiva a existência de um Durão Barroso na zona nocturna!

sábado, janeiro 31, 2009

Estó, Letó e Lituâ -nia

Tallin
Depois de 19 horas de autocarro, entre jogos de cusquice, berros polacos e sonho pesado, lá chegámos à Euphoria das coroas estonianas.
Noite hippie com chicha e revelações. Manhã de chapéus, postais a medias, massa e pizza. O desconhecido e o ataque ao crepe. Passeio pela passagem de Santa Catarina, Igreja Russa e Praça Principal.

Riga

Chegada de madrugada sem hostel, sem lats e sem nada. Depois de aldrabados e explorados por 3 taxistas, encontrámos um Hostel e fomos recebidos com festa e cerveja na mão.
Uma vez na Letónia, nada como provar comida e chás letónicos seguidos por um tour at night em que fomos deixados no Kabata pela loira. Depois de procurar páginas amarelas, mais vale dançar.
Visitas de dia com outra loira, mas de dentes tortos. A casa dos 3 irmãos. O Palácio do único santo preto que afinal não era preto mas simplesmente moreno. Jogos de mistérios e a procura da festa perdida.


Vilnius

Lá chegamos ao Hostel em que cada cama possuía incontestáveis parecenças com uma Ressonância Magnética. Mercadinho e Colares de Ambar, Jogos da Garrafa. Castelo e Jantar Alemão.
A empregada e o desaparecimento do telemóvel. Queixas do Cartão ISIC, a União Europeia, número de Emergéncia e as fotocópias.

Kaunas


A primeira Guerra Mundial da Neve. O TajMahal e o botellon de batatas fritas no Castelo, entre escorregas e fotos à Inspector Gadget. Até que: Tenho uma coisa para dizer-te, mas não sei como te diga. Achas que o sítio das maletas fecha? Mas são 7pm! Oops. E fechava mesmo às 7h30. Menos mal que não fomos à ilha.
Dzem Pub. O grego e o do pescoço. Até que Tcharan: Ao apanhar o bus nos juntámos com o pessoal do Tour Castillo. Parabéns à 00h00 Lituânica e em seguida na Polaca.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Cirurgia

Semanas diferentes.


As botas de neve são as inimigas do bloco, o Dr. Brzezinski é o mau-da-fita do excelente orientador e as colegas norueguesas aproveitam os entretantos para praticarem os seus dotes na tecelagem.
Integrada no Bloco B, as Reuniões de Serviço, bem como as rondas, apareceram 100% em polaco.
A prática clínica foi obrigada a emergir sobre outros contornos e os meus olhos começaram a reparar muito mais na avaliação do estado físico geral, do que na anamnese (lógico).
As primeiras cobaias da sutura foram as bananas. As segundas os panos. As terceiras os tão esperados pescoços polacos.
A minha presença começa a dar frutos e é engraçado ouvir de dia para dia mais um médico ou um enfermeiro a dirigir-te: Bom Dia ou Obrigado.
Quando chegam as verdadeiras (cirurgias), em todas elas pude de algum modo participar.
Seguramente, muitos estarão interessados em saber que ainda existe aqui um bloco que se encontra encerrado, por falta de enfermeiros.
É sempre uma hipótese. Ainda que seja aqui no frio e com tudo 100% em polaco.

sábado, janeiro 10, 2009

Again

Muito Porto. Toda a gente. Um bocadinho Madrid. Saudades. Pouco Ano Novo. Burnout. Via Paris. Meninos de Pavia. Chateau Rouge. Carla e Canha. Muito frio. Muita neve. Muito vento congelado. Muita guerra de neve. Anos do João.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

domingo, dezembro 14, 2008

007

Tantas vezes
- desci a rua da Mensa e nunca vi o carro do Bond a passar
- apanhei o 9 para ir à Ferrovia e nunca tive o privilégio de levar com um salto do Bond em cima
- fui à internet ao Salicotto e não sabia que a garagem do Bond era mesmo ali ao lado
- vi umas telhas partidas em algumas casas de Siena e desconhecia a sua relação com o facto desse tal Bond ter por hábito ir para lá brincar com os inimigos a ver quem salta melhor aos telhados

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Big People

Polonia Palace Hotel.
70 hectares pelo parque, a amiguinha turca e o colega judeu.
Zamenhof e o Esperanto.
Jewish Gueto.
Old Town, Mercado de Natal e o restaurante finex.
Sempre com muitas luvas, frio e ambar à mistura.