Num ímpeto do culminar que têm vindo a ser estas 24horas diárias de decisões e indecisões que sou forçada a tomar, pensadas e repensadas, com
mares por mim nunca dantes navegados de opções apelativas em jogo, decidi que não. É melhor.
O que me inquieta agora a cabeça, veio directamente dos olhos e enjoa.
Porque não tive acesso a este quadro pelas suas palavras?
Apesar de repetir a mim mesma, vezes e vezes a fim, que certamente não é isso, ou se assim for tentar aceitá-lo como normal, não consigo.
Luto contra esta repulsa, fruto do desconhecimento, mas não lhe resisto.
Um intrincado abrir da mente infidavelmente mais poderoso que o mais rápido abrir de olhos ameaça-me o sonho. E a verdade é que ousei sonhar com o sonho, muito mais do que sonhar por sonhar.
Enfadada de pensamentos intrínsecos inerentes à vida real, enderecei-me para Barcelona.
E agi muito bem, não me arrependo nem um bocadinho.
Pela terceira vez, visitei uma cidade cada vez mais espectacular, com pessoas tão acolhedoras e boas vivãs, quanto ela. Altas churrascadas, estufados, grandes noites, compras espectaculares, comida apetitosa, diarreia mental, conversas, tudo...
Foram sem dúvida aqueles dias que eu procurava.
Muchas gracias.